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Autárquicas

Candidato do PSD à Lousã quer acabar com “mais do mesmo”

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Victor Carvalho, candidato pelo PSD à Câmara da Lousã critica, em entrevista escrita ao Notícias de Coimbra (NDC), a APIN e o Sistema de Mobilidade do Mondego, dizendo que falta “um rumo estratégico” para o concelho. O NDC deu oportunidade aos candidatos de darem a conhecer melhor as bandeiras que sustentam as suas candidaturas nestas eleições. 

Notícias de Coimbra (NDC) – Que balanço faz do último mandato?

Victor Carvalho – O último mandato traduziu-se na continuidade do tema “mais do mesmo”, numa manutenção das atividades fundamentais à população e recorrendo à estrutura existente. Olhando para os últimos quatro anos é difícil assinalar aquilo que regista um marco da atividade ou um traçado do futuro que inverta o caminho que, acredito, a Lousã necessita. Tivemos os “passadiços” da Senhora da Piedade construídos sem o devido enquadramento paisagístico natural, acabando por destruir vegetação e que hoje estão degradados por instabilidade do solo.

Tivemos a questão da APIN e do Sistema de Mobilidade do Mondego e, mais uma vez, em qualquer um dos dois, o balanço é negativo. Pode dizer-se que da montanha “saiu um rato” e para o registo ficam trapalhadas, promessas, dinheiro público mal gerido e populações mal servidas. Destes dias de campanha e do contato direto com as pessoas penso que posso acrescentar a este balaço o sentimento de  abandono das populações nas freguesias ao redor do centro urbano.

NDC – O que ficou por fazer e, na sua opinião, era prioritário?

Prioritário teria sido definir um rumo estratégico para nosso concelho, um compromisso com as populações que devolvesse capacidade
de as manter e atrair. A redução das taxas de IMI e IRS, era uma medida prioritária, na perspetiva de uma política fiscal atrativa e
amiga das famílias.

A questão das acessibilidades ao concelho continua a ser uma prioridade: a alternativa à Estrada da Beira e o transporte coletivo ferroviário agora convertido em “bus”. Finalmente o incentivo à fixação de empresas e à habitação, com políticas prioritárias e justas no acesso à informação, desburocratização, aquisição de terrenos e reabilitação urbana e industrial. Sem empresas, sem habitação e sem acessibilidade as pessoas não ficam e não se instalam, sentenciando um ciclo de regressão de onde, a dada altura, não se sai mais.

NDC – O que faria diferente se tivesse sido presidente nestes últimos anos?

Penso que a questão é: o que vou fazer nos próximos anos? O compromisso, as ideias, as pessoas a estratégia de futuro são para a Lousã e teriam sido postas em marcha logo que a oportunidade surgisse, há quatro anos ou agora, dia 26, porque, em abono da verdade, não aconteceu nenhuma mudança de rumo na governação da Lousã que faça desatualizar as nossas propostas de hoje.

NDC – Quais são as principais propostas que apresenta nesta candidatura e o que as diferencia das demais?

Para além a vontade, da energia e do espírito de renovação as propostas da candidatura centram-se no município e resultam de um levantamento honesto das necessidades do presente e de futuro. As propostas em concreto e a forma renovada de reinventar a atividade autárquica são, eu diria, a diferença fundamental que partilho com toda equipa.

Em linhas gerais as propostas da candidatura prendem-se na Administração Municipal com a transparência na gestão e prestação de contas, rigor na contratação pública evitando os sobressaltos contratuais do último mandato, a cooperação institucional permanente com as coletividades sem recurso cíclico aos subsídios em eleições, a revisão da política fiscal: redução do IMI, uma política inteligente de aquisição e requalificação de património, um posicionamento rígido face ao governo central sobre o financiamento das autárquicas e uma política de centralização no cidadão e de coesão territorial com incidência em todas as freguesias, cada vez mais esquecidas.

Nos setores do Comércio, Indústria, Turismo e Florestas: apoio à inovação, ao investidor e ao empresário (ninho de empresas, gabinete de apoio), uma política de emprego adequada à Lousã com gestão ativa e realista das necessidades, promoção do comércio local devolvendo visibilidade vantajosa à aquisição de bens e produtos locais, uma estratégia florestal promotora da educação como uma estratégia de riqueza, emprego, ambiente, sustentabilidade, turismo e proteção do futuro e uma estratégia de promoção territorial em plena articulação com a comunidade local; Áreas de atração turística e de lazer familiar.

No Urbanismo e Acessibilidades: uma estratégia de requalificação urbana protetora da identidade do património e do equilíbrio entre as zonas de comércio, habitação e lazer, um plano de circulação rodoviária inteligente, uma alternativa à Estrada da Beira; nó dos Pegos; circular externa.

Na Saúde, Coesão Social e Ambiente: uma adequada gestão de recursos naturais em equilíbrio com produçãoracional de resíduos – estímulo à reutilização responsável, cuidados de saúde permanentes e de proximidade (cuidados domiciliários, continuados e paliativos) incentivando a fixação de novas entidades privadas, a criação da “Oficina da Saúde” para apostar na literacia, promoção e prevenção em saúde; uma política de habitação de equilíbrio social, a promoção de um banco habitacional que possibilite aos mais jovens o acesso a habitação e terrenos largos e férteis de dimensão familiar nas periferias e aos mais idosos, no combate ao isolamento, uma permuta para os centros urbanos.

Na Educação, Cultura e Desporto: a promoção do empreendedorismo jovem com interação escola-empresas locais e promoção de profissões ligadas ao nosso território e novas tecnologias, a promoção do voluntariado em contexto escolar com projetos “adota uma avó” e “pré-escola para todos”, a oferta de espaços de lazer familiar e prática de desporto não competitivo, o desenvolvimento de um programa cultural “Lousã” consistente e acessível com dinamização das infraestruturas locais.

Na Juventude: a promoção de programa de apoio ao arrendamento jovem e acesso a habitação, o desenvolvimento do portal “Emprego” e apoio ao investimento jovem, a dinamização da pousada da juventude e implementação do “Voucher Cultura” Jovem e o apoio à família jovem e natalidade.

NDC – Que palavra escolheria para o definir, enquanto pessoa, político e candidato?

No enquadramento atual, sem falsas modéstias, sou a pessoa melhor preparada para suceder ao cargo de presidente da Câmara Municipal da Lousã. A palavra… talvez otimista! O otimista certo. Como pessoa sou amigável, bem-disposto, companheiro. Como político sou conhecedor da realidade autárquica em todos os órgãos: Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia. Como candidato, estou preparado para o maior desafio da minha vida.

 

Para além do candidato pelo PSD também estão na “corrida” à Câmara Municipal da Lousã: o recandidato Luís Antunes pelo Partido Socialista (PS), Conceição Loureiro pela Coligação Democrática Unitária (CDU), Marcelo Leitão pelo Bloco de Esquerda (BE) e Sérgio Vaz pelo Chega.

O ato eleitoral para estas Eleições autárquicas 2021 está marcado para o próximo domingo, 26 de setembro.

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