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Política

Candidato do PS à Figueira da Foz quer mais investimento e residentes

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A atração e fixação de novos residentes e investimentos para a Figueira da Foz é a principal prioridade para a candidatura do PS às próximas eleições autárquicas, disse hoje o candidato socialista à Câmara Municipal, Carlos Monteiro.

Em declarações à agência Lusa, o também atual presidente do município litoral do distrito de Coimbra, notou que a sazonalidade na Figueira da Foz “não se combate sem a indústria”.

“O turismo é importante porque emprega muita gente e permite potenciar os empresários em nome individual e as pequenas e médias empresas. Mas, em termos de volume de negócios, a indústria anda na ordem dos 20 e tal por cento e o turismo, restauração e hotelaria, é 1,5%. Por isso a nossa principal prioridade é atrair e fixar residentes e mais investimento”, observou Carlos Monteiro.

“Em termos de escala e de percentagem a diferença é abissal”, reforçou.

Lembrando que a Figueira da Foz é o município mais industrializado do distrito de Coimbra, Carlos Monteiro notou que esse facto é desconhecido da “maior parte” das pessoas do concelho.

“As pessoas têm um desconhecimento grande, acham que o concelho é a Celbi e a Soporcel [Navigator] e não conhecem todas as outras empresas que existem. A cidade, o concelho, os figueirenses, ainda não têm essa noção”, afirmou Carlos Monteiro.

“E, para o vencimento médio [1.196 euros], estar como está na nossa zona, só é possível porque a indústria paga melhor do que a maior parte dos outros setores”, acrescentou o candidato do PS.

Sobre o parque industrial da Figueira da Foz – um espaço de 112 hectares, infraestruturado na década de 1980, localizado na margem esquerda do Mondego, a cinco quilómetros da cidade e que alberga cerca de 50 entidades, a maioria empresas industriais e de serviços – Carlos Monteiro reiterou que vai ser ampliado em 20 hectares.

“O alargamento é para empresas que precisam de 15 mil, 20 mil, 30 mil metros quadrados no limite [um a três hectares]. Para áreas maiores com menos condicionalismos de infraestrutura, temos reservada a zona do Pincho”, no norte do concelho, disse.

Monteiro admitiu que a zona industrial “está saturada e com problemas para resolver, tem problemas estruturais e tem problemas de propriedade”, esta última uma alusão a lotes e edificado devolutos e ao abandono.

“Os estruturais têm a ver com as águas pluviais, foram mal feitas e há abatimentos recorrentes que ocorrem quando a água passa. Essa obra, na ordem dos 500 mil euros, não a fizemos até ao momento porque estávamos à espera dos fundos comunitários para em duas, três fases, fazer o alargamento e depois a requalificação de toda a zona”, explicou.

Para além de Carlos Monteiro (PS), são candidatos à Câmara da Figueira da Foz nas eleições de dia 26, Rui Curado Silva (BE), Bernardo Reis (CDU), Miguel Mattos Chaves (CDS-PP), Pedro Santana Lopes (independente) e Pedro Machado (PSD).

O executivo municipal da Figueira da Foz é liderado pelo PS, com seis mandatos, contra três do PSD, sendo que o partido retirou a confiança política a dois dos seus vereadores.

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