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Política

Candidato à liderança do CDS-PP considera eleições europeias “momento de fronteira”

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O candidato à liderança do CDS-PP Nuno Correia da Silva considera que as eleições europeias são “um momento de fronteira” para o partido “dar a volta” à crise que atravessa e acredita que conseguirá “reforçar a sua representação”.

“Acho que essas eleições poderão ser um momento de fronteira em que o CDS dá a volta a esta crise e depois faz um caminho sempre ascendente”, afirmou, em entrevista à agência Lusa no âmbito do 29.º Congresso, marcado para 02 e 03 de abril, em Guimarães (distrito de Braga).

Para Nuno Correia da Silva, o primeiro desafio do CDS passa por “reforçar a sua representação no Parlamento Europeu”.

“Nós temos um deputado e esperemos crescer, e faço questão de crescer”, salientou, apontando que “são muitas as possibilidades” quanto aos candidatos que podem integrar a lista.

Questionado se as eleições para o Parlamento Europeu de 2024 serão uma prova de vida, Nuno Correia da Silva considerou que, como o partido não terá representação na Assembleia da República na próxima legislatura, terá de “fazer prova de vida todos os dias” e “marcar agenda”.

Sobre eventuais coligações, o vogal da Comissão Política Nacional e ex-deputado defendeu, na entrevista à Lusa, que “neste momento é imprescindível que o CDS faça o caminho sozinho”, considerando que “qualquer projeto de coligação tem que ser, se vier a acontecer, um projeto de médio, longo prazo”.

Nuno Correia da Silva, que vai levar ao congresso a moção de estratégia global intitulada “Liberdade”, lamentou que “o CDS não tenha conseguido marcar o território que deve pertencer a um partido democrata-cristão”, devendo apresentar-se “como um partido das pessoas”.

Proponto que o regresso da designação “Partido Popular”, Nuno Correia da Silva defendeu que o CDS deverá ter “como preocupação os problemas que dizem respeito ao dia a dia, ao quotidiano do cidadão comum” e ser um “partido de terreno”.

Quanto à situação financeira do CDS-PP, agravada com a diminuição subvenção na sequência das eleições legislativas de 30 de janeiro, o dirigente afirmou que “se o orçamento passou a um terço” não será possível “ter as mesmas despesas” e sugeriu como forma de angariar receita o pagamento de quotas pelos militantes e a alienação de imóveis.

“Não conheço a situação em pormenor mas uma coisa quero garantir, se tivermos de dispensar pessoas, nós iremos procurar que essas pessoas saiam do Caldas para outro lugar e não que saiam para a rua”, declarou.

Já sobre a possibilidade de o partido deixar a sua sede nacional, em Lisboa, foi taxativo: “Eu não espero sair do Caldas, espero continuar no Caldas. […] É evidente que a história não são as paredes do partido, mas as paredes do partido trazem-nos boas memórias e aquele espaço tem muito simbolismo”.

Caso seja eleito líder, a porta do partido estará aberta para Adolfo Mesquita Nunes e António Pires de Lima, que se desfiliaram em desacordo com a direção de Francisco Rodrigues dos Santos e quanto aos antigos líderes Manuel Monteiro e Paulo Portas “têm o lugar que quiserem no partido”, uma vez que “são pessoas a quem o partido tem uma dívida enorme”.

Nuno Correia da Silva disse ainda estar aberto a entendimentos com outras candidaturas no congresso.

Correia da Silva tem 55 anos e foi líder da Juventude Centrista, deputado entre 1995 e 1999, e saiu do CDS em 2003 com Manuel Monteiro (cuja direção integrou) para o partido Nova Democracia, tendo regressado em 2016.

O 29.ª Congresso do CDS-PP vai decorrer nos dias 02 e 03 de abril, em Guimarães (distrito de Braga).

Na reunião magna vai ser eleito o sucessor de Francisco Rodrigues dos Santos, que se demitiu da presidência na sequência do resultado nas eleições legislativas de 30 de janeiro (1,6%), o pior da história do partido e que ditou a perda de representação no parlamento.

Além de Nuno Correia da Silva, apresentaram-se também como candidatos à presidência do CDS-PP (para um mandato de dois anos) o eurodeputado Nuno Melo, o vogal da Comissão Política Nacional e ex-líder da concelhia da Figueira da Foz, Miguel Mattos Chaves, e o militante Bruno Filipe Costa.

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