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Coimbra

Campanha do Banco Alimentar de Coimbra recebeu cerca de 80 toneladas de alimentos (com vídeo)

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Cerca de 80 toneladas de bens foram doadas, só no distrito de Coimbra, durante a campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome, que decorreu este fim de semana.

A população mostrou, mais uma vez, que continua atenta às necessidades de quem vive com maiores dificuldades nesta campanha que se realizou, como habitualmente, em todo o país. De acordo com os dados divulgados, foram recolhidos em todos os Bancos Alimentares do país 2086 toneladas de alimentos. No distrito de Coimbra, os donativos aproximaram-se das 80 toneladas, como contou ao Notícias de Coimbra João Paulo Craveiro, da direção do Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra.

A campanha decorreu em cerca de 50 supermercados do distrito e envolveu mais de 2500 voluntários, que ajudaram em todo o processo, desde a entrega dos bens, à distribuição e armazenamento. As cerca de 80 toneladas não incluem os donativos recebidos nos concelhos de Pampilhosa da Serra e Góis, que ficam já à responsabilidade das instituições que o Banco apoia naqueles municípios. Coimbra e Figueira da Foz são os concelhos onde os donativos foram mais elevados, seguidos de Cantanhede e Montemor-o-Velho, como explicou João Paulo Craveiro.

Os bens vão começar a ser distribuídos a 13 de dezembro pelas 86 instituições que têm protocolo com o Banco Alimentar de Coimbra. Vão chegar às famílias a tempo do Natal, de forma a proporcionar uma época mais recheada.

Depois desta campanha, o armazém está bem recheado, estando assegurados, segundo o responsável, alimentos para “cerca de seis meses”. A estes donativos irão juntar-se outros, como sucede habitualmente, garantindo assim que o apoio alimentar chegue, todos os meses, efetivamente a quem mais precisa.

Quem não teve oportunidade de participar nesta campanha e tiver possibilidades de ajudar, pode fazê-lo ainda através do vale/online, campanha que decorre até 4 de dezembro. Pode também contactar a instituição se quiser fazer algum donativo ou entregar bens.

João Paulo Craveiro explicou que o número de famílias que pede ajuda ao Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra tem vindo a subir nos últimos meses. Só entre julho e setembro, foram mais de 60 as que recorreram à instituição pela primeira vez. No total, são já cerca de 11 mil os beneficiários do apoio que assegura a quem se depara com situações de grande carência económica. Só através da Rede de Emergência Alimentar são ajudadas 600 famílias.

O aumento do custo de vida está a agravar a situação de muitas famílias que, apesar de terem os seus empregos e vencimentos, não estão a conseguir fazer face a todas as despesas. Segundo João Paulo Craveiro, “há muitas pessoas que, sem contar, se viram obrigadas a pedir ajuda alimentar”, já que procuram, em primeiro lugar, “assegurar o pagamento de todas as despesas fixas”, não sobrando, em muitos casos, dinheiro para a alimentação.

No caso de Coimbra, a distribuição dos alimentos é feita através das 68 instituições com quem o Banco Alimentar tem protocolo mas também por outras a quem faz donativos pontuais, totalizando 117 instituições no distrito. Essas 68 recebem donativos todos os meses, de forma a garantir mensalmente apoio alimentar a todas as famílias que precisam dessa ajuda. De acordo com João Paulo Craveiro, no ano passado foram entregues 350 toneladas de alimentos, o que equivale a cerca de 30 toneladas por mês.

Mesmo que cheguem muitos pedidos diretamente ao Banco Alimentar, o apoio é sempre assegurado pelas instituições, num trabalho conjunto onde procuram garantir que a ajuda chegue sempre a quem mais precisa, numa onda solidária que depende da colaboração de todos.

Veja o vídeo do direto NDC:

 

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