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Câmaras da Zona do Pinhal reclamam apoio do Governo

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As câmaras de Alvaiázere, Ansião, Góis, Oleiros, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã consideram que os incêndios recentes na região Centro, que provocaram a morte a 64 pessoas, comprometem seriamente a viabilidade socioeconómica da zona do Pinhal.

Numa carta subscrita por estas sete autarquias e dirigida ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, a que a agência Lusa teve hoje acesso, pede-se ao Governo que não esqueça estes concelhos, solicitando-se igualmente apoio estatal, à semelhança do que acontecerá a Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, no dia 17, provocaram também mais de 200 feridos e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis, que também começou no dia 17, atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

Na carta hoje divulgada, lê-se que, “tendo tomado conhecimento da criação do fundo de apoio à revitalização das áreas afetadas e sabendo que o Governo se comprometeu a apoiar a reconstrução dos territórios atingidos pelos fogos, vimos pelo presente evocar a Vossa Excelência que também os concelhos dos signatários foram afetados por esta calamidade”.

“Temos ainda esperança e a convicção que V.ª Exª não nos esquecerá e que vamos ter acesso aos apoios anunciados, fundamentais para a sobrevivência de um território em sérios riscos de desertificação e despovoamento”.

Como se sabem, dizem, “é por demais evidente a tragédia ocorrida e a desoladora devastação existente no terreno. Neste momento, está seriamente comprometida a viabilidade socioeconómica de toda esta região do Pinhal, tantas vezes esquecida por parte do Governo central”.

Estes responsáveis autárquicos recordam igualmente que, no dia 17, “esta região foi afetada por condições meteorológicas anómalas que terão estado na base da ocorrência de vários focos de incêndio por todo o território e as quais também se revelaram bastante adversas ao seu combate”.

“Embora com outras dimensões e sem perda de vidas humanas, mas com avultados prejuízos ambientais e materiais, traduzidos em muitas centenas de hectares ardidos, habitações, oficinas e animais domésticos, também os concelhos de Oleiros, Sertã, Penela, Pampilhosa da Serra, Ansião, Alvaiázere e Góis [nos distritos de Castelo Branco, Leiria e Coimbra] foram palco destas ocorrências, registando-se várias ignições, em locais dispersos, o que dificultou ainda mais toda esta complexa situação”.

“A agravar este facto, muitos dos nossos meios estavam mobilizados nos preocupantes incêndios que deflagravam, simultaneamente, nos concelhos vizinhos e que rapidamente se alastraram a outros distritos e concelhos”.

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