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Câmara Municipal de Góis diz que trabalho de comando “correu bem”

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A presidente da Câmara Municipal de Góis disse hoje em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, que o trabalho de comando no combate às chamas, no seu concelho, “correu bem”.

A presidente da Câmara de Góis, concelho do distrito de Coimbra, sublinhou que, “apesar da calamidade que ocorreu” no concelho, não houve “uma única vítima” e que o “trabalho de comando de todos os operacionais, apesar de tudo, correu bem”.

Segundo Lurdes Castanheira, “os autarcas, neste momento, não têm tempo” para a “guerra” em torno do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e da atuação da Proteção Civil.

“Devem ser apuradas responsabilidades pelas entidades próprias. O nosso trabalho tem de ser outro”, defendeu Lurdes Castanheira, que falava aos jornalistas antes da reunião do primeiro-ministro e vários membros do Governo com os presidentes das câmaras dos concelhos mais atingidos pelos incêndios, que está a decorrer hoje em Pedrógão Grande.

A autarca sublinhou que confia “que vai haver apoio para todos os municípios afetados”.

No caso de Góis, arderam cerca de 10 mil hectares de floresta, sendo necessário que os proprietários “que tiveram prejuízos sejam ressarcidos”, notou a edil, realçando que o património florestal “é a maior riqueza” do concelho.

Para além da floresta, houve também “um conjunto de infraestruturas que ficaram deterioradas”, nomeadamente rede viária, rede de saneamento e sinalética.

“Espero que tenhamos apoio para devolver a confiança para as populações e que o concelho tenha a normalidade desejada”, frisou Lurdes Castanheira.

Na reunião com António Costa, participam os presidentes dos municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Pampilhosa da Serra, Gois, Penela e Sertã.

Os incêndios que deflagraram na região Centro no dia 17 provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis, que também começou no dia 17, atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

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