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Câmara de Montemor-o-Velho pede suspensão temporária das portagens na A14 devido ao mau tempo

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 02-02-2026

 A Câmara Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na Autoestrada 14 (A14), enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.

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Perante “os diversos condicionamentos na circulação rodoviária nesta região”, o Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Jorge Veríssimo, solicitou ao secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, “a suspensão temporária do pagamento de portagens na A14, enquanto se mantiverem estas limitações”.

Numa atualização dos condicionamentos à circulação rodoviária neste concelho, do distrito de Coimbra, a autarquia informou que entrada na A14 de Montemor-o-Velho (nó de Santa Eulália), no sentido Coimbra – Figueira da Foz, se encontra cortada devido a alagamento no túnel de acesso.

Em alternativa, “quem pretenda entrar na A14 em direção à Figueira da Foz, deverá utilizar o acesso junto à rotunda Alves Barbosa, em Montemor-o-Velho”, pode ler-se no comunicado.

No sentido Figueira da Foz – Coimbra a saída para Montemor-o-Velho/Maiorca mantém-se aberta.

No sentido Coimbra – Figueira da Foz, a saída 4 (Montemor-o-Velho/Maiorca) continua encerrada, por motivos de segurança, informou ainda a Câmara.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.