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Coimbra

Câmara de Coimbra defende alargamento do ‘metrobus’ a norte e à margem esquerda

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A Câmara de Coimbra defendeu hoje o alargamento do Sistema de Mobilidade do Mondego a norte do concelho e à margem esquerda, considerando que a cidade tem de ser um exemplo no uso pioneiro daquele sistema em Portugal.

“Numa fase de revisão do PDM [Plano Diretor Municipal], é ainda altura de olhar para as possíveis expansões do sistema do Metro Mondego, na área urbana, desde logo à zona norte e à margem esquerda [do rio Mondego], ao Polo II da Universidade”, afirmou a vereadora com o pelouro da mobilidade da Câmara de Coimbra, Ana Bastos.

A responsável falava numa cerimónia que contemplou a abertura ao público do passeio ribeirinho de Aeminium e várias consignações, nomeadamente uma empreitada da Águas do Centro Litoral e a consignação da empreitada do Sistema de Mobilidade do Mondego (‘metro bus’) entre Coimbra-A e Coimbra-B, por parte da Infraestruturas de Portugal (IP).

Apresar de se congratular com alterações que a IP e a Metro Mondego têm acedido ao Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), a vereadora considerou que “Coimbra precisa e merece de mais e melhor”.

“O alargamento do SMM ao Polo I da Universidade é uma das maiores fragilidades deste projeto e que por isso não pode cair no esquecimento. A solução não é fácil, nem evidente, mas essencial já que aí se concentram várias dezenas de milhares de estudantes, professores, funcionários, visitantes e turistas, que carecem de uma resposta direta e fiável”, notou.

Durante o seu discurso, Ana Bastos deixou ainda um recado, sublinhando que sendo Coimbra “a primeira cidade portuguesa a acolher um sistema de BRT [autocarro rápido], importa que o Governo através das infraestruturas de Portugal, garanta que o projeto será um sucesso, reunindo as condições imprescindíveis que lhe permita ser uma solução modelo com potencial para ser replicado noutras cidades de média dimensão”.

“O resto do país está a olhar para Coimbra, com olhos críticos e atentos. Por isso, não podemos deixar que este projeto se resuma a uma simples nova linha de autocarros atraentes e confortáveis. Pelo contrário, o projeto tem de ser uma alavanca e uma oportunidade para promover uma nova forma de mobilidade, sem descurar a requalificação urbana e paisagística dos espaços adjacentes”, frisou a vereadora.

Questionado pela agência Lusa sobre a posição da Câmara face a uma expansão da rede de ‘metrobus’, o presidente da Metro Mondego, João Marrana, referiu que a entidade que lidera está focada em pôr “este sistema a funcionar”.

“Não nos gostaríamos de envolver nesse processo, porque temos de estar focados na colocação em serviço do sistema concebido. Quando o sistema estiver a funcionar ou próximo de funcionar, aí, poderemos pensar em voos mais altos ou redes mais alargadas”, respondeu o responsável, que também participava na cerimónia.

Durante o evento, o presidente da Câmara, José Manuel Silva, realçou que o executivo quer “projetos que mudem Coimbra e a transportem para o futuro, para que a cidade se possa orgulhar de si mesma”, salientando que o SMM “vai mudar a cidade”.

Também o presidente da IP, Miguel Cruz, considerou que o sistema tem “uma perspetiva transformacional muito grande para a cidade de Coimbra”.

A empreitada entre Coimbra-A e Coimbra-B é “a última empreitada de infraestruturas que é consignada”, no âmbito do SMM, notou, por seu turno, João Marrana, considerando que “os dados estão lançados”.

“A nossa urgência é vender bilhetes e transportar pessoas”, vincou.

Questionado pela agência Lusa no final da cerimónia, o responsável assegurou que se mantém a expectativa de no final do primeiro trimestre de 2024 ser aberta ao público a ligação entre Serpins (Lousã) e a Portagem e “abrir progressivamente até ao final desse ano” as ligações do troço urbano do SMM.

João Marrana frisou que está “convicto” de que não haverá nenhum atraso que justifique prorrogar esse calendário.

A empreitada de construção do troço de ligação entre a zona da Portagem e Coimbra-B, no âmbito do SMM, terá um investimento de cerca de 34 milhões de euros e uma duração de 33 meses.

A intervenção prevê a adaptação do atual canal ferroviária que liga as duas estações de Coimbra para acomodar o perfil de BRT (autocarro rápido), a melhoria das acessibilidades das vias na zona da estação de Coimbra-B, a conceção de quatro paragens para passageiros e seis intersecções rodoviárias.

Na mesma cerimónia, foi consignada uma empreitada da Águas do Centro Litoral, no valor de quase dois milhões de euros, para a construção de uma conduta adutora de água e do emissário de águas residuais, entre a Estação Nova (Coimbra-A) e o Açude-ponte, numa intervenção que incide na mesma zona da obra do SMM.

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