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Coimbra

Câmara de Coimbra contrata 80 novos funcionários

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A Câmara Municipal de Coimbra aprovou hoje, com a abstenção do Partido Socialista (PS) e da CDU, a criação de 81 novos postos de trabalho nos serviços da autarquia. Um dos cargos é para assistente operacional para transportar processos. 

“Se queremos uma Câmara de Coimbra a responder às solicitações e aos atrasos que têm causado prejuízos aos cidadãos e empresas, precisamos de trabalhadores em setores-chave”, disse José Manuel Silva. Os mais de 80 funcionários serão colocados em departamentos “com lacunas identificadas”, referiu o presidente.

Questionado sobre a despesa que, segundo o PS representará 1,5 milhões de euros, o edil afirmou que “o benefício é superior ao encargo financeiro”.

José Manuel Silva revelou que já foi assinado um entendimento com uma consultora externa para uma avaliação dos serviços da Câmara, para se avançar com uma reorganização estrutural da autarquia “de forma profissional, objetiva e desapaixonada”.

O PS absteve-se na votação, apresentando uma declaração de voto na qual sustenta que o mapa “não vem acompanhado da correspondente proposta do orçamento municipal para o próximo ano” e identifica “alguns erros técnicos e falta de fundamentação adequada para a criação de alguns novos postos de trabalho”.

Na posição socialista, lida por Regina Bento, são contestados vários lugares a criar como o de coordenador técnico no Gabinete de Apoio à Presidência que, segundo o PS, “viola a lei no que concerne ao critério da densidade, considerando que esta Unidade Orgânica tem previstos 8 lugares de assistentes técnicos, sendo que de momento só estão ocupados 5, nunca atingindo os 10 de assistentes técnicos exigidos por lei para existir um coordenador técnico. Também o cargo de assistente operacional para “um funcionário de portaria e distribuição de processos na Divisão de Gestão Urbanística Centro” é criticado pela oposição que “estranha esta necessidade dada a tão propalada desmaterialização dos processos por parte do Executivo”.

O presidente respondeu dizendo que “gostaria de reduzir o mapa de pessoal, mas para já tal não é possível”. Quanto à questão sobre a desmaterialização, José Manuel Silva, argumentou que será necessária para “milhares de processos mas até lá eles terão de continuar a circular”.

Questionado pelo Notícias de Coimbra, o autarca disse que as contratações começarão a ser feitas ao longo do próximo ano e em função das necessidades.

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