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Câmara de Coimbra contra mini-hídrica no Mondego

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 A Câmara de Coimbra é “inequivocamente” contra a construção da mini-hídrica do rio Mondego, em Penacova, no distrito de Coimbra, afirmou hoje o presidente do município, Manuel Machado.

“O parecer da Câmara Municipal de Coimbra é inequivocamente desfavorável à construção da mini-hídrica no Mondego”, sublinhou o autarca socialista, que falava na sessão da Assembleia Municipal daquela cidade, que está a decorrer desde o início da tarde de hoje.

O executivo municipal afirmou-se, por unanimidade, contra aquele projeto na sua última reunião, realizada em 21 de abril, alegando, designadamente, razões de ordem ambiental, económicas, turísticas, paisagísticas e de “bom senso”.

A Quercus e a Câmara de Penacova também defenderam hoje que a mini-hídrica do Mondego não deve ser construída devido aos impactos negativos sobre os recursos hídricos e a biodiversidade, além dos previsíveis danos irreversíveis na economia local.

A Plataforma Mondego Vivo disse, na segunda-feira, que a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) da construção da mini-hídrica do Rio Mondego, em Penacova, não analisou infraestruturas existentes e projetos em curso, que seriam afetados.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Silva, daquele movimento, referiu que “as mais importantes infraestruturas situadas em Penacova e Poiares não foram identificadas”, apesar de o documento desaconselhar a construção do sistema de Aproveitamento Hidroelétrico de Penacova e Poiares.

“Caso a mini-hídrica avançasse, ficaria impossibilitado o projeto de uma praia fluvial e de um parque de campismo junto ao açude do Louredo, em Vila Nova de Poiares, que custou 350 mil euros, financiado por fundos comunitários há cerca de dez anos”, exemplificou.

Paulo Silva referiu ainda que a Praia Fluvial de Torres do Mondego, que ostenta a bandeira azul, ficaria a menos de cinco quilómetros da infraestrutura e iria sofrer prejuízos ao nível da qualidade e da temperatura da água”.

A Plataforma Mondego Vivo enviou para o ministério do Ambiente, na segunda-feira, um documento com dez pareceres de diversas entidades, entre elas as autarquias de Coimbra, de Penacova e de Vila Nova de Poiares, a mencionar as lacunas encontradas no estudo.

A Plataforma Mondego Vivo focou ainda o projeto da Universidade de Évora para intervir nos açudes existentes entre Coimbra e Penacova, no sentido de permitir a subida de peixes, orçado em cerca de um milhão de euros, comparticipados também por fundos comunitários.

Segundo Paulo Silva, vários destes açudes ficariam submersos com a construção da mini-hídrica, salientando que “a AIA devia prever o ‘afundamento’ do investimento”.

A AIA desaconselha a construção da mini-hídrica por considerar “o projeto gera sobre a economia impactes negativos não minimizáveis e irreversíveis, classificados como Muito Significativos, resultando especialmente na inviabilização das descidas de rio em caiaque e da eliminação de cerca de 35 postos de trabalho diretos e afetando ainda outras atividades conexas, sobretudo na área da restauração e alojamento”.

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