A Câmara de Coimbra aprovou hoje uma proposta de bonificações de tarifário intermodal, que aumenta os custos anteriormente previstos para bombeiros voluntários, funcionários municipais e reformados.
A proposta foi aprovada pelos cinco vereadores da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) e da ex-vereadora do Chega, com quatro vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos/PPM/Volt/MPT) a votar contra e um (da IL) a abster-se.
Em dezembro, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, tinha dito que iria recuar na decisão do anterior executivo de manter os descontos que vigoram nos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) no passe intermodal, que passou a funcionar a 01 de janeiro para aqueles serviços e Sistema de Mobilidade do Mondego (‘metrobus’).
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Hoje, o município apresentou uma nova proposta de bonificações de tarifário intermodal que aumenta o preço previsto na formulação do anterior executivo, liderado pela coligação Juntos Somos Coimbra.
A proposta aumenta o passe intermodal de 11 euros mensais para 20 euros no caso dos reformados, de um euro para 15 euros mensais para funcionários municipais e bombeiros voluntários e de seis euros para 15 euros para trabalhadores municipais aposentados.
Em relação à proposta do anterior executivo, liderado pela coligação Juntos Somos Coimbra, mantêm-se os valores de um euro mensal para utentes em situação de maior fragilidade social e beneficiários de Rendimento Social de Inserção, assim como de 15 euros mensais para estudantes de ensino superior com mais de 23 anos.
A presidente da Câmara de Coimbra afirmou que “os SMTUC estão falidos”, referindo que o modelo de intermodalidade irá implicar uma menor transferência de verbas para os serviços municipais.
“Temos de nos preocupar com a sustentabilidade da empresa”, disse, referindo que o executivo irá avaliar a aplicação destas bonificações e, caso haja condições para subsidiar mais, assim o fará.
“A responsabilidade financeira diz-nos que não temos condições de subsidiar mais”, sublinhou.
O vereador da coligação Juntos Somos Coimbra João Francisco Campos vincou que a proposta apresentada mostra “apostas diferentes”, referindo que o executivo optou “por dar um desconto inferior”, que leva a um custo anual superior para funcionários municipais e bombeiros voluntários de 168 euros.
A vereadora Ana Bastos, que assumiu a pasta dos transportes no anterior executivo, saudou o executivo por avançar com algum tipo de bonificação, mas considerou que a diferença de preços para o bilhete intermodal ou monomodal (apenas para os SMTUC) poderá funcionar “como um travão à transferência modal” e a uma maior integração do sistema de mobilidade.
Ana Bastos criticou também o aumento dos custos em relação às bonificações previstas pelo anterior executivo.
A vereadora defendeu ainda que a autoridade de transportes de Coimbra deveria “assumir o compromisso de convergir rapidamente para a eliminação integral dos títulos monomodais, impondo-se mesmo essa obrigação ainda durante 2026”.