Sombra, uma cadela da polícia colombiana, tornou-se uma verdadeira estrela das forças de segurança do país depois de desmantelar múltiplos carregamentos de cocaína ligados ao Clã do Golfo, o maior cartel de droga da Colômbia.
O sucesso da cadela foi tal que, em 2018, o cartel ofereceu uma recompensa de 7.000 dólares por quem a matasse.
Apesar de os pastores alemães não serem os cães com o olfato mais apurado do mundo, destacam-se pela inteligência, versatilidade e capacidade de treino, tornando-os ideais para missões policiais complexas. Sombra, no entanto, sobressaiu mesmo entre este grupo de elite. O seu treinador, o polícia José Rojas, afirmou que o olfato da cadela era “muito superior ao de outros cães”, escreve o site ZAP.
Ao longo da sua carreira, Sombra ajudou a apreender enormes quantidades de droga e a desmantelar importantes rotas de tráfico. Entre os casos mais notáveis está a deteção de quase três toneladas de cocaína escondidas em caixas de bananas destinadas à Europa. Só em aeroportos internacionais, a cadela esteve envolvida em mais de 245 detenções relacionadas com narcóticos. Na cidade de Turbo, ajudou ainda a localizar outras 4,5 toneladas de cocaína.
A ameaça do cartel obrigou a polícia a adotar medidas especiais. Sombra foi transferida para o Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, onde continuou a trabalhar sob forte vigilância, evitando a exposição direta às operações mais perigosas.
Mesmo com o perigo constante, a cadela-polícia manteve-se ativa e esperava-se que permanecesse em serviço por mais dois anos antes da reforma, consolidando o seu legado como uma das armas mais eficazes da Colômbia contra o tráfico de droga.