O enfarte agudo do miocárdio nas mulheres nem sempre começa com dor no peito, tornando o diagnóstico mais difícil e aumentando o risco de complicações graves.
Sintomas como cansaço extremo, náuseas, falta de ar, tonturas ou ansiedade súbita podem ser sinais de alerta, frequentemente confundidos com stress ou problemas digestivos.
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Diferenças biológicas explicam este padrão: enquanto nos homens o enfarte é geralmente causado pela ruptura de placas nas artérias, nas mulheres pode resultar de disseção arterial ou obstrução de pequenos vasos, nem sempre visível em exames tradicionais, escreve a Sic.
Fases como a pós-menopausa, gravidez e pós-parto tornam o coração feminino mais vulnerável, aumentando a necessidade de vigilância. O cardiologista José Pedro Sousa alerta: cada minuto conta, e ao menor sinal suspeito deve ligar-se para o 112.
Em 2023, registaram-se 3.664 mortes por enfarte em Portugal, a maioria em homens e pessoas com mais de 65 anos, mas 31% das vítimas tinham menos de 70 anos.
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