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Cabaret na Escola da Noite vai dar voz ao escritor Boris Vian

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A Escola da Noite, de Coimbra, celebra o trigésimo aniversário com uma festa em formato de ‘cabaret’, num espetáculo que celebra também as palavras do escritor francês Boris Vian, autor que inspira aquela companhia.

O espetáculo, intitulado “Cabaret Vian”, vai realizar-se em Coimbra, de sexta-feira a domingo, juntando no palco do Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB) uma “banda musical de luxo” e os atores da casa para se dar voz à obra de Boris Vian, “autor que inspira a companhia desde os tempos em que esta era apenas um sonho daqueles que viriam a fundá-la, em 1992”, revelou hoje a Escola da Noite, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Integrado nas comemorações dos 30 anos da companhia (que decorrem até março de 2023), o espetáculo tem direção musical de Jorri e Luís Pedro Madeira, músicos parceiros da companhia.

Em palco, estará um grupo de artistas da cidade (Gonçalo Parreirão, Ismael Silva, João Mortágua, Raquel Ralha e Vânia Couto), que se vai transformar na banda residente do “Cabaret Vian”.

“No palco e entre as mesas, esta luxuosa equipa junta-se ao elenco permanente d’A Escola da Noite (Ana Teresa Santos, Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash) para interpretar uma seleção de canções e poemas do escritor francês Boris Vian”, referiu a companhia.

O espetáculo conta com direção cénica e guião do diretor da Escola da Noite, António Augusto Barros, que nos anos de 1980 escreveu e coencenou no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) o espetáculo “Borisvilândia”.

“Repartido em três ‘sets’, como num clube de jazz, o alinhamento inclui alguns dos mais célebres poemas e canções de Vian e fragmentos dos romances ‘A espuma dos dias’ e ‘O arranca corações’, e do conto ‘As formigas’. A escolha proporciona uma visão abrangente das principais linhas que caracterizam a obra do escritor, nos temas e na forma: o amor, o humor (muitas vezes negro ou sarcástico), a ironia, o lugar da arte, o gosto pela liberdade (a começar pela liberdade de criação e de invenção de palavras, seres vivos e artefactos), o exercício da insubmissão, o inconformismo, a denúncia do capitalismo e – sempre – a recusa do militarismo”.

Segundo a nota de imprensa, Boris Vian “propõe reflexões e expõe perplexidades em torno da relação do indivíduo com a comunidade e com as normas e estruturas sociais que em nome desta são criadas e impostas”.

O espetáculo vai realizar-se na sexta-feira e no sábado às 21:30 e, no domingo, às 18:00, tendo uma duração aproximada de duas horas.

Os bilhetes custam dez euros.

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