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Portugal

Bombeiros profissionais exigem subsídio de risco

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A associação e o sindicato dos bombeiros profissionais exigiram hoje a atribuição do subsídio de riscos a todos os bombeiros profissionais, tendo em conta o “alto risco” associado a esta profissão.

“A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais exigem a atribuição do subsídio de risco aos bombeiros profissionais. Numa altura em que acrescem os riscos para os bombeiros profissionais da proteção civil, chamados para várias frentes, é urgente acabar com esta injustiça”, referem estas estruturas, num comunicado enviado à Lusa.

A associação e o sindicato dos bombeiros profissionais (ANBP/SNBP) indicam que esta “é uma reivindicação antiga”, mas que assume “uma importância fundamental no contexto atual de saúde pública, em que os bombeiros estão na linha da frente, e tendo em conta também os acidentes a que estão sujeitos”.

Segundo a ANBP/SNBP, apenas os bombeiros sapadores têm subsídio de risco reconhecido, mas faz parte integrante do vencimento base e “não é revisto há mais de 20 anos”.

Segundo uma tabela, a que Lusa teve acesso, os bombeiros sapadores, que estão na dependência das autarquias, os operacionais da Força Especial de Proteção Civil, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e os sapadores bombeiros florestais, na tutela do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tem um vencimento base mensal de 952.41 euros, estando já incluídos o subsídio de risco, insalubridade, penosidade e de disponibilidade permanente.

A ANBP/SNBP indicam que se forem retirados o subsídio de risco, insalubridade, penosidade e de disponibilidade permanente do vencimento base, estes bombeiros ficam com um valor inferior ao ordenado mínimo nacional.

Já os bombeiros que trabalham nas associações humanitárias de bombeiros voluntários ou aqueles que fazem parte das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) constituídas nas corporações dos bombeiros, bem como os sapadores florestais, que trabalham para as autarquias e privados, não auferem qualquer subsídio de risco.

Os bombeiros das EIP tem um vencimento base de 750,26 euros, enquanto os que trabalham nas associações humanitárias e os sapadores florestais ganham mensalmente 665 euros.

A associação e o sindicato dos bombeiros profissionais defendem também que o subsídio de risco deve ser alargado aos operadores das salas de gestão e emergência dos comandos nacional e distritais da ANEPC, que recebem um vencimento base de 703,13 euros e estão “sujeitos a níveis elevados de desgaste físico e mental”.

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