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Bolseiros da Universidade de Coimbra exigem a prorrogração de todas as bolsas de investigação (com vídeos)

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Alguns estudantes com bolsas de investigação juntaram-se esta tarde na Universidade de Coimbra para protestar pela prorrogação de todas as bolsas de investigação, devido ao período correspondente ao confinamento de 2021, que segundo a Associação dos  Bolseiros de Investigação Científica “tem sido marcado por avanços e recuos contínuos e pela inexistência de respostas às reais necessidades dos bolseiros”.

O segundo confinamento devido à pandemia de covid-19, que marcou o começo de 2021, atrasou o trabalho científico dos investigadores bolseiros, que após reuniões com o ministro da Ciência, Manuel Heitor, ficaram a aguardar pelo alargamento da prorrogação das bolsas que ficou acordado em maio.

“Pensando nos números dados pelo senhor ministro, neste momento existem cerca de 8.000 bolseiros diretamente financiados pela FCT que correspondem a 60% do total de bolseiros no país, o que deixa de fora cerca de 5.300 pessoas”, afirmou a presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).

“Esta pandemia veio pôr a descoberto o que são os problemas estruturais relativos às bolsas de investigação e nomeadamente quando vêm na função de um contrato de trabalho. Esta pandemia veio agravar ainda mais os problemas que já se sentiam”, referiu Carolina Rocha, uma das associadas da ABIC, no protesto de Coimbra.

Entre os principais obstáculos que os bolseiros enfrentam atualmente, a palavra destacada foi “precariedade” com Carolina Rocha a elencar os principais obstáculos: “uma grande instabilidade, uma não proteção social, a falta de confiança no futuro e de garantias de trabalho e a não dignificação daquilo que é a carreira de investigador científico”.

Além da exclusão de quase metade dos bolseiros, a líder da ABIC e também Carolina Rocha, no protesto em Coimbra, lembrou que há ainda outro problema: “o próprio mecanismo em si não é automático, como foi no ano passado, é um processo excessivamente burocratizado que vai excluir e vai deixar de fora muitas pessoas”.

Francisco Queirós, vereador da Câmara Municipal de Coimbra, fez questão de comparecer na ação de protesto para mostrar-se solidário com a causa.

“Naturalmente só podíamos esta convosco nesta luta, pela prorrogação automática dos prazos das bolsas e por outra mais funda e importante, que é de uma vez por todas acabar com esta prestação de serviços altamente precária, com esta forma de exploração daquilo que é a inteligência deste país”, declarou o eleito pela CDU.

O lançamento do regulamento do despacho, que prevê bolsas extraordinárias para os bolseiros diretamente financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), está previsto para amanhã.

A ABIC organizou hoje outros protestos idênticos em Lisboa e no Porto.

Pode ainda ver na íntegra a leitura da resolução da manifestação:

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