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Bolos gigantes fazem parar (e salivar) a Feira dos 7 em Coimbra

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 dia atrás em 07-01-2026

O Notícias de Coimbra esteve esta manhã, 7 de janeiro, na Feira dos 7, em Bencanta, e começou o dia da melhor forma: na conhecida Pastelaria Gigante, onde os doces fazem jus ao nome e as filas são presença habitual.

Num espaço onde tudo é grande — dos bolos às natas — a curiosidade levou à conversa com Sérgio, responsável pela pastelaria.

“Já desde 1993 que estamos nisto. Viemos da Venezuela, era um negócio de família, começou com a minha mãe, que vendia muito pouco na altura. Graças a Deus, fomos crescendo, aumentando a variedade, e hoje temos uma boa clientela”, explicou.

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A aposta em produtos de grandes dimensões é uma das imagens de marca do negócio. “Nós não gostamos de designar XXL, é mesmo pastelaria gigante. Este é o nosso tamanho normal”, disse Sérgio, apontando para bolos que facilmente se poderiam classificar como 3XL.

Apesar do tamanho, a frescura é uma prioridade. “Trabalhamos à noite, começamos por volta das seis para no dia seguinte estar tudo fresco. Chegamos à feira sempre com as natas quentinhas”, garantiu.

Entre os clientes, uma habitual frequentadora da feira, confirmou a qualidade. “Levo sempre uma trança de frutas. As natas são boas, são sempre quentinhas”, afirmou, entre sorrisos.

Além das famosas natas, bolas de Berlim e mil-folhas — “que não têm mil, têm duas mil”, brincou Sérgio — a Pastelaria Gigante também vende pão caseiro. “Temos pão de trigo, de centeio, broa de milho, em vários tamanhos”, enumerou.

Com mais de três décadas de existência, o negócio mantém um ritmo intenso. “Fazemos cerca de 24 feiras por mês, incluindo sábados e domingos”, revelou. Entre os locais habituais estão Cantanhede, Barcouço, Arazede, Mealhada, Tocha e Portomar.

Os preços continuam a ser outro dos atrativos. “Vai de um euro a um euro e trinta. A maioria dos produtos, como as natas e as bolas de Berlim, custa um euro”, explicou.

Natural da aldeia dos Leitões, no concelho de Mira, Sérgio recordou também a sua passagem pela Venezuela, onde viveu cerca de 18 anos. Sobre a situação atual do país, mostrou-se pessimista: “Infelizmente, não acredito que vá melhorar. Aquilo é um conjunto de interesses e o governo continua tudo na mesma, ou pior”.

Quem quiser acompanhar o trabalho da Pastelaria Gigante pode fazê-lo através da página de Facebook, onde são divulgadas fotos, locais e datas das feiras.

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