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Bispo de Coimbra agradece serviço prestado pelos bombeiros

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O bispo de Coimbra agradeceu hoje, nas cerimónias fúnebres do bombeiro que morreu no incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, o serviço prestado por estes operacionais no combate aos fogos que lavram no país desde sábado.

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Dirigindo-se aos bombeiros, Virgílio Antunes agradeceu “pelo serviço prestado à comunidade”.

Na opinião do bispo, este trata-se de “um momento significativo”, porque constituiu uma homenagem a todos os “homens e mulheres”, que “dão a sua vida como bombeiros”.

“Não é necessário falarmos das circunstâncias que estamos a viver” e dos “acontecimentos vividos nesta região”, disse, emocionado, Virgílio Antunes, acrescentando: “todos sentimos”.

Os incêndios que lavraram na região desde sábado foram visíveis para “o país e o mundo” e “pensamos que a humanidade é insensível”, mas acabámos por ver que não há ninguém insensível aos dramas dos outros”, acrescentou.

O bispo advogou que desta tragédia se aprenderam “lições”, das quais a “solidariedade, proximidade e entreajuda, que é a mais importante de todas elas”.

“Nenhum de nós vive para si mesmo, nenhum de nós morre para si mesmo”, repetiu duas vezes o bispo de Coimbra e antigo reitor do Santuário de Fátima.

Virgílio Antunes aproveitou também para deixar uma palavra às corporações e associações humanitárias de todo o país: “a causa que abraçaram é uma causa muito nobre”, porque colocam “as pessoas voltadas para o seu semelhante”.

Honrando a memória de Gonçalo Conceição, hoje a enterrar, o bispo destacou a onda de solidariedade que tem trazido tanto apoio à região de vários pontos do país.

Para o responsável da igreja católica, “são obras de misericórdia” aquilo que “está a acontecer neste país, provocado por estes acontecimentos”.

A igreja matriz de Castanheira de Pera, onde decorreram as cerimónias fúnebres, estava cheia de pessoas.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, bem como os governantes e dirigentes partidários presentes sentaram-se na primeira fila.

No corredor central da nave, todo o efetivo de bombeiros de Castanheira de Pera, de pé, fez guarda de honra à urna.

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