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Bienal Anozero mostra obras de mais de 40 artistas em cinco espaços de Coimbra

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A bienal de arte contemporânea Anozero, que teve um primeiro momento em novembro de 2021, apresenta, a partir de abril, obras de mais de 40 artistas e coletivos, “muitas das quais inéditas”, em cinco “espaços emblemáticos” de Coimbra.

A Anozero, que tem como título “Meia-Noite”, arranca em 09 de abril e estende-se até 26 de junho.

Vai estar presente no Círculo Artes Plásticas de Coimbra (Sereia e Sede), Estufa Fria e Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, “epicentro” da bienal, afirmou hoje a organização, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Nesta edição, as curadoras Elfi Turpin e Filipa Oliveira partem da ideia de noite e do papel dos morcegos que ajudam a conservar o espólio da Biblioteca Joanina (alimentando-se de insetos) para refletirem sobre formas marginais e inesperadas de “produção de conhecimento”.

Nesse sentido, foram convidados artistas para partilharem ferramentas que “multiplicam e desconstroem mundos”, que “consideram a inclusividade e a invisibilidade, a empatia e a generosidade”.

Nesta bienal, há um convite à libertação de narrativas que geram “uma imbricação de discriminações, como o racismo, a discriminação de classes ou o sexismo”, pode ler-se no texto das curadoras.

Na edição deste ano, há um expressivo contingente de artistas africanos presentes, como é o caso de Christian Nyampeta (Ruanda), Obi Okigbo (Nigéria), Em’kal Eyongakpa (Camarões), Eurídice Kala (Moçambique) ou Seyni Awa Camara (Senegal).

Pela Anozero, passam também obras de nomes como a argentina Vivian Suter, com trabalhos na coleção da britânica Tate, a poeta e cineasta francesa Sarah Maldoror, que faleceu em 2020 e que se estreou no cinema com a adaptação de um conto do angolano José Luandino Vieira, o fotógrafo americano Paul Sepuya, a americana Mary Beth Edelson, considerada uma das pioneiras do movimento de arte feminista americano, a artista peruana Lastenia Canayo ou a colombiana Laura Huertas Millán.

“As curadoras convidaram artistas de gerações, disciplinas e subjetividades muito diversificadas, a apresentarem trabalhos, bem como a criarem novos projetos a partir do contexto específico da bienal e da identidade da própria cidade”, salientou a organização.

O programa da presente edição da Anozero arrancou em novembro de 2021, com a exposição-conversa “Meia-Noite”, a partir de uma instalação do artista Carlos Bunga.

A bienal foi criada em 2015 pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Câmara de Coimbra e Universidade de Coimbra, procurando promover uma reflexão sobre o significado simbólico e efetivo da classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade.

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