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Política

BE, CDS-PP e PAN pedem ao Governo que defina plano de desconfinamento

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BE, CDS-PP e PAN pediram hoje ao Governo que defina um plano para o desconfinamento e que faça “muito melhor” no que toca aos apoios aos cidadãos e às empresas.

Na sua intervenção no debate parlamentar sobre a renovação do estado de emergência devido à pandemia de covid-19, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, repetiu várias vezes que no combate à pandemia “o país cumpriu, mas o Governo está a falhar”, acusando o executivo de “falhar com os apoios para proteger as pessoas e a capacidade económica existente” e de “navegar à vista”.

“Agora que se vê a luz ao fundo do túnel do confinamento, o Governo continua atrasado. Vamos conhecendo os planos de desconfinamento de outros países, o faseamento das medidas ou as grelhas de risco, mas da parte do Governo português não há estratégia, não há plano”, criticou o bloquista.

Considerando que “o Governo podia fazer muito melhor”, Pedro Filipe Soares argumentou que as prioridades atuais passam por “vacinar e testar em força, recuperar a atividade programada que foi suspensa no Serviço Nacional de Saúde, abertura faseada das escolas começando pelos alunos mais novos, testando a comunidade escolar e vacinando docentes e não docentes, apoiar sem burocracias ou demoras quem perdeu rendimentos e recuperar os postos de trabalho perdidos, combater o crescimento das desigualdades e da pobreza, ajudar à retoma económica com investimento público”.

Pelo CDS-PP, o deputado João Gonçalves Pereira considerou que “o Governo assumiu a gravidade da situação e o país respondeu a essa mesma gravidade”, pelo que as medidas decretadas “estão a surtir efeito”, e alertou que “é escusado continuar a ignorar as consequências dramáticas que esta pandemia terá no tecido social e empresarial” português, recusando que “que a dita bazuca europeia terá o folgo ou a força para reerguer um país que já se encontrava antes encurvado”.

“Que fique claro, quando se pede planeamento não só não nos estamos a precipitar ou a pedir o desconfinamento, mas a organizar aquele que deve ser o processo de desconfinamento. São coisas diferentes, cada uma no seu tempo próprio”, frisou o deputado do CDS-PP João Gonçalves Pereira.

Para o CDS, “será urgente proteger a classe média do sufoco fiscal”, bem como “repensar a economia de mercado, proteger as indústrias” e “garantir que a livre-iniciativa continua livre, tanto do excesso do Estado como dos grandes monopólios externos”.

O deputado do CDS-PP pediu também a captação de “investimento para relançar a economia”, e chamou a atenção para a “sustentabilidade do setor financeiro”, argumentando que “será fundamental para reavivar o motor da economia e garantir às empresas portuguesas condições para o financiamento e para o regresso da atividade”.

O porta-voz do PAN, André Silva, defendeu que os números de novos infetados e o índice de transmissibilidade “são bons” mas “não permitem o desconfinamento para já”.

“Neste momento não é tempo de baixar restrições, é tempo de continuar a salvar vidas, de preparar planos rigorosos e graduais de desconfinamento, de continuar a cumprir as metas do plano de vacinação e de dar uma resposta robusta à crise social e económica”, sublinhou o deputado, pedindo que este planeamento seja planeado “não só em sede de Conselho de Ministros” mas também com os partidos”.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues defendeu que “é necessário realizar um debate urgente sobre as condições de desconfinamento”, tendo alertado também para as condições dos estudantes universitários internacionais que estudam em Portugal, e para a situação dos portugueses no Brasil e dos brasileiros em Portugal sem possibilidade de regressarem ao seu país.

O parlamento autorizou hoje a renovação do estado de emergência até 16 de março para permitir medidas de contenção da covid-19, com votos favoráveis de PS, PSD, CDS-PP e PAN.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues também votou a favor. O BE voltou a abster-se e PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira mantiveram o voto contra este quadro legal, que permite suspender o exercício de alguns direitos, liberdades e garantias.

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