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BE avança com projeto de resolução pela conclusão do Metro Mondego

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O Bloco de Esquerda avançou, no Parlamento, com um projeto de resolução a recomendar ao Governo a conclusão das obras do metro Mondego, disse hoje à agência Lusa a deputada bloquista Mariana Mortágua.

“O que o Bloco quer, com este projeto de resolução, é garantir que as promessas feitas” pelo atual Governo e “pelos vários que o antecederam” serão cumpridas, adiantou Mariana Mortágua, autora do documento.

A deputada bloquista, que integra a Comissão de Economia e Obras Públicas da Assembleia da República (AR), realçou ainda a necessidade de o executivo de Pedro Passos Coelho se comprometer “com uma calendarização específica” das obras em falta.

“As propostas que aqui estão são mais do que razoáveis. É basicamente instar o Governo a que cumpra o que prometeu”, declarou, recordando que o projeto tem sido defendido e adiado por “sucessivos governos” nos últimos 20 anos.

Na sua opinião, importa “que sejam utilizados os fundos que o Governo garante estarem canalizados para conclusão da obra”, iniciada em finais de 2009, no ramal ferroviário da Lousã, por decisão do último governo de José Sócrates, que mandou parar os trabalhos alguns meses depois.

Mariana Mortágua salientou a importância de estabelecer uma calendarização para a sua conclusão, para que haja “um empenhamento e uma garantia às populações” de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.

O projeto de resolução do BE, divulgado hoje, realça a necessidade de assegurar “a continuação das obras” do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), “desde já” nos troços Alto de São João-Miranda do Corvo e Miranda do Corvo-Serpins, que integram o Ramal da Lousã.

“No mais curto espaço de tempo”, segundo a proposta, deve o Governo criar “as condições necessárias para o reinício dos trabalhos”, a fim de instalar o metro de superfície na ferrovia de Coimbra B a Serpins, passando por Ceira, Miranda e Lousã.

O projeto de resolução, que o Grupo Parlamentar do BE apresentou na AR, no dia 07 de fevereiro, defende que “sejam cumpridos os compromissos, repetidamente assumidos pelo Governo, de concretização do projeto”.

Recomenda ainda “uma nova calendarização para as obras”, a qual deverá ter “como base a proposta anteriormente efetuada pela administração” da empresa Metro Mondego, “agora adiada em três anos”.

Na primeira fase, surge o troço entre Serpins (Lousã) e São José (Coimbra), a concluir até 2016.

As obras de São José até Coimbra B seriam realizadas numa segunda fase, até 2018, enquanto a denominada Linha do Hospital, entre a Baixa da cidade e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), estaria terminada em 2020.

No projeto do BE, cuja discussão e votação pelo plenário da AR ainda não foi agendada, é recomendado que o Governo “constitua com as câmaras municipais envolvidas (Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã) uma autoridade intermunicipal de transportes que fique responsável pela gestão integrada deste investimento, nomeadamente no que diz respeito à sua natureza urbana e suburbana” e às suas implicações urbanísticas.

Entretanto, cabe ao Governo garantir “o serviço rodoviário alternativo, nas condições atualmente existentes” até à reposição do transporte ferroviário.

“Esta é uma necessidade imperiosa dos utentes para se deslocarem para o trabalho e para acederem a um conjunto de serviços públicos fundamentais, como a saúde e o ensino”, sublinha a proposta.

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