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Saúde

Bastonário da Ordem dos Médicos pede diplomacia europeia para a Saúde

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O Bastonário da Ordem dos Médicos defendeu hoje em Lisboa a necessidade de uma “diplomacia europeia para a Saúde” capaz de combater crises sanitárias e organizar recursos profissionais. 

“Há um assunto muito delicado: neste momento, temos falta de capital humano a nível europeu. As próprias instituições europeias têm reconhecido que temos um problema. Portugal tem dado um grande contributo para a formação de profissionais de saúde mas há vários países europeus que não estão a cumprir o seu papel”, criticou o bastonário da Ordem dos Médicos.

“Isto está a criar grandes diferenças a nível europeu. Ou seja, temos livre circulação de profissionais mas era importante definir uma política comum nesta área”, defendeu.

No sentido do que considera “reforço do papel da Europa no mundo”, Miguel Guimarães disse que seria “importante” a criação de um gabinete de diplomacia para uma intervenção comum” na área da saúde.

“Precisamos de um centro europeu que possa congregar e ter autonomia para tomar decisões em matérias que estão relacionadas com eventos internacionais, como pandemias”, sublinhou o bastonário na abertura da Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFE) que decorreu hoje em Lisboa.

A CoFE é uma iniciativa dedicada a dar voz aos cidadãos e que pretende durante os próximos tempos contribuir para um melhor conhecimento das preocupações e anseios da sociedade civil.

Miguel Guimarães recordou que autonomia de instituições como o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças é limitada defendendo a criação de um organismo, representado por ministros dos vários países, para que sejam criadas “políticas comuns de combate a pandemias ou situações do género”.

“É importante desenvolver a nível europeu aquilo que se chama ‘diplomacia em saúde’, um gabinete de ‘diplomacia em saúde’ que permita que a Europa em conjunto tome iniciativas a nível internacional no sentido de reforçar e ajudar outros países”, afirmou.

O Bastonário recordou também que estão a ser fornecidas vacinas contra a covid-19, nomeadamente a Estados africanos mas sublinhou que “não existe uma estratégia” comum sobre o assunto.

“Nós precisamos de ir mais longe na Europa em termos de saúde. Tivemos bons momentos nesta pandemia e momentos menos bons sobretudo, por exemplo, nas vacinas. Um momento muito bom foi termos feito uma compra conjunta de vacinas, um momento mau foi não termos uma estratégia comum sobre que idades vacinar, nomeadamente com a Astrazeneca”, disse.

Antes, Francisco Assis, do Conselho Económico e Social afirmou que a CoFE deve “concentrar-se” nas questões da Saúde e recordou que em 1952 a França tentou criar uma Comunidade Europeia da Saúde que acabou por falhar.

A CoFE, segundo a mensagem oficial, pretende “levar a Europa para lá das suas capitais, reforçando a ligação entre os europeus e as instituições”.

Organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o evento teve como objetivo promover o debate sobre a iniciativa ao nível nacional e apelar à organização de eventos pela sociedade civil.

Além de organizações da sociedade civil participaram membros da Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República, Conselho Económico e Social, Parlamento Europeu, Comissão Europeia, Associação Nacional de Municípios Portugueses e o Conselho Nacional de Juventude.

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