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Baixa de Coimbra ganha um coro para dar voz a habitantes e a trabalhadores

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 A Baixa de Coimbra vai ganhar um coro que pretende dar voz a residentes, a trabalhadores e a visitantes, num projeto que procura refletir sobre a cidade através da música.

O projeto, levado a cabo pela Associação Há Baixa, tem direção musical de Luís Pedro Madeira e Catarina Moura, com consultoria do músico Carlos Alberto Augusto na composição, e vai começar a materializar-se a partir de 09 de janeiro de 2023, com o primeiro ensaio do grupo, que terá sempre as portas abertas a qualquer pessoa que se queira juntar, disse à agência Lusa Catarina Pires, que coordena a iniciativa.

Os ensaios serão semanais, sempre à segunda-feira e em horário pós-laboral, no Teatro da Cerca de São Bernardo.

A ideia é a de juntar no coro uma multiplicidade de vozes e vivências da Baixa de Coimbra, entre quem lá mora, quem lá trabalha e quem a visita.

“Queremos pessoas de todas as idades, de todos os credos e de todas as cores”, salientou Catarina Pires, notando para as próprias transformações que se sentem atualmente na Baixa, onde, para além de moradores antigos, se juntam agora estudantes e comunidades de brasileiros, timorenses e africanos, numa zona onde as rendas acabam por ser mais acessíveis.

Para a coordenadora do projeto, o coro quer-se “multicultural e multidiverso”, refletindo a própria heterogeneidade da Baixa.

O coro, que tem como nome BAIXaVOZ, vai contar com um trabalho quase etnográfico, de recolha de um hipotético cancioneiro da Baixa de Coimbra, mas também de criação de músicas originais, que podem refletir as vivências de cada um daquela zona histórica da cidade.

Nesse sentido, o coro pretende dar voz a todos os que queiram falar sobre a cidade e para a cidade, com incorporação de experiências e memórias pessoais.

O projeto pretende estimular, “através de um processo criativo colaborativo, outras formas de ver, (re)conhecer, contar, cantar e reivindicar a cidade, expandindo as margens do espaço físico e emocional individual para o desenho de um (novo) mapa afetivo coletivo”.

A iniciativa, com apoio da Fundação GDA e do ciclo Orphika da Universidade de Coimbra, pretende ser um projeto de continuidade, antevendo uma pequena apresentação pública em junho ou julho, na altura das comemorações da cidade, referiu Catarina Pires.

Os interessados poderão inscrever-se de forma livre e gratuita através do e-mail [email protected] ou do número de telemóvel 968 610 865.

“Se quiserem fazer inscrição prévia, agradecemos, mas serão muito bem-vindos chegando apenas ao ensaio. Somos muito pouco formais. Queremos é que as pessoas venham”, realçou Catarina Pires.

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