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Política

Autárquicas: Programa eleitoral do CDS na Figueira da Foz tem medidas até 2029

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O programa eleitoral da candidatura do CDS-PP, liderada por Miguel Mattos Chaves, à Câmara Municipal da Figueira da Foz, hoje divulgado, apresenta objetivos “qualitativos” e “quantitativos” a cumprir em dois mandatos, até 2029.

Questionado pela agência Lusa sobre a divulgação do programa eleitoral de 21 páginas a mais de cinco meses do ato eleitoral, que ainda não tem data marcada mas decorrerá em setembro ou outubro, o atual presidente da concelhia da Figueira da Foz e vogal da Comissão Política Nacional do CDS-PP, desafiou “todos os candidatos” a fazerem-no “com tempo”.

“Não é em cima das eleições, porque em cima das eleições o ruído de toda a gente é muito grande e as pessoas ‘desligam’ cada vez mais, porque já não acreditam nos políticos. Desafio todos a divulgarem os seus programas e dizerem aos eleitores ao que é que vêm, por escrito e com tempo”, disse Miguel Mattos Chaves.

“Estou um pouco farto, para não dizer saturado, de ver pessoas fazerem promessas que, depois, não cumprem. Em nome da transparência, o que fiz foi pôr ‘preto no branco’, por escrito, para quem da Figueira da Foz quiser ler e no final me pedir contas, no caso de ser eu o eleito”, acrescentou o candidato do CDS-PP.

O documento, que Miguel Mattos Chaves denomina de “ambicioso mas realista”, intitulado “Programa de Governo do CDS-PP para o concelho da Figueira da Foz, para o quadriénio 2021/2025 e até 2029”, inclui 14 capítulos, da economia ao turismo e qualidade de vida, passando pela saúde, acessibilidades e transportes, ambiente, apoio social ou segurança de proximidade (em que pretende criar uma polícia municipal), entre outros.

De entre os objetivos quantitativos a oito anos (até 2029), o documento pretender ter no concelho 70.000 habitantes, “ou seja, cerca de mais 11.000, cerca de mais 20%, face ao número oficial de 2018”.

No mesmo período, aponta para a criação de emprego na ordem dos sete mil a dez mil postos de trabalho, o que representará um total de população empregada entre os 28.000 a 30.000 em 2029, afirma.

O CDS-PP aposta ainda “num esforço de captação de investidores privados” que possibilitem existência de mais de 500 novos quartos em unidades hoteleiras, situando-os, em 2029, nos 3.250, “com uma taxa de ocupação média por cama de mais 26 pontos percentuais face a 2018, ou seja, uma taxa de ocupação média anual de 50%”.

Este último objetivo, “a ser atingido, significará uma captação de cerca de 593.000 turistas para o Concelho, a dormir na hotelaria”, frisa o documento, assinado pelo investigador e docente universitário.

Apresenta também oito objetivos qualitativos, que Miguel Mattos Chaves resume do seguinte modo: “tornar o concelho da Figueira da Foz mais evoluído, com mais qualidade de vida para os residentes e visitantes, apetecível para viver e para visitar. Mais amigo das pessoas e das famílias”.

Miguel Mattos Chaves foi cabeça-de-lista na coligação do CDS com o Partido Popular Monárquico (PPM) nas eleições autárquicas de 2017, na Figueira da Foz. Foi a força política menos votada, com 511 votos (1,8%).

Para além do candidato do CDS-PP, já apresentaram candidaturas às eleições autárquicas de 2021 na Figueira da Foz o atual presidente da Câmara, Carlos Monteiro (PS), e Pedro Machado (PSD).

No executivo municipal da Figueira da Foz o PS tem a maioria (seis mandatos) contra três eleitos pelo PSD, partido que retirou a confiança política a dois dos seus vereadores.

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