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Coimbra: Francisco Queirós, o comunista que reclama obra feita

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Francisco Queirós encabeça, pela quarta vez consecutiva, a candidatura da CDU (PCP-PEV) à Câmara de Coimbra, na qual é vereador a tempo inteiro com pelouros atribuídos desde 2013, viabilizando a gestão do socialista Manuel Machado, que não tem maioria absoluta.

“Na Câmara de Coimbra, a CDU tem obra feita e reconhecida, com desempenho de funções executivas, em concreto, mas igualmente com trabalho na mobilização das populações em defesa dos seus direitos, na transmissão das suas reivindicações e na apresentação de propostas”, salienta.

O candidato frisa que nas áreas de competência delegadas à CDU “há obra bem visível”, dando como exemplo o maior volume de obras de requalificação e reabilitação de habitações municipais dos últimos “largos anos”, com empreitadas que ascendem a 11 milhões de euros.

Segundo Francisco Queirós, foi também com a ação da CDU que “foi aprovada uma Estratégia Local de Habitação que nos próximos anos permitirá investir mais de 33 milhões de euros na habitação no concelho”.

“Pela nossa intervenção, a maioria [socialista] da Câmara viu-se forçada a reforçar as verbas transferidas para as freguesias”, sublinha o cabeça de lista, que destaca também a sua intervenção no reforço do serviço municipal de transportes e na modernização dos serviços médico-veterinários.

O autarca, de 57 anos, despertou muito novo para a política, quando, em 1977, com 13 anos, se inscreveu na União de Estudantes Comunistas (UEC), por influência de um irmão mais velho.

Professor de História no ensino secundário, foi ainda delegado do Sindicato dos Professores da Região Centro, integrou o Comité Central do PCP e nos anos 1980 chegou a ser deputado municipal em Coimbra, em regime de substituição.

Natural e residente em Coimbra, Francisco Queirós considera que a sua presença no executivo “obrigou o PS a seguir um caminho de desenvolvimento, que teria sido outro” se os socialistas tivessem maioria absoluta.

“Consideramos que os executivos não devem ser monocolores e, por isso, estamos abertos a fazer parte da solução, mantendo sempre a nossa independência”, realça o vereador, que tem sido eleito sistematicamente desde 2009.

O candidato, que foi coordenador da Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico, salienta que concorre novamente à presidência para “continuar a lutar por um município mais transparente, mais próximo dos cidadãos e mais rápido nas respostas aos munícipes”.

Defende ainda uma “melhor educação”, com construção e beneficiação de jardins-de-infância e atividades de tempos livres, “melhor ambiente e melhor cultura”.

“Exigimos e lutamos por um futuro melhor na cultura, com políticas de efetivo e transparente apoio à sua atividade”, diz, defendendo que a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura “não pode servir para meia dúzia de eventos passageiros que se esfumam por magia, mas tem de servir para lançar sementes que perduram”.

Nas anteriores eleições, o PS conquistou cinco mandatos na Câmara de Coimbra, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM conseguiu três, o movimento Somos Coimbra alcançou dois e a CDU um.

Além de Francisco Queirós, concorrem o atual presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado (PS), José Manuel Silva (coligação PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/RIR/Aliança), Gouveia Monteiro (Cidadãos por Coimbra), Miguel Ângelo Marques (Chega), Filipe Reis (PAN), Tiago Meireles Ribeiro (Iniciativa Liberal) e Inês Tafula (PDR/MPT).

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