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Coimbra: Crise social e alterações climáticas na agenda de Filipe Reis (PAN)

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O cabeça de lista do PAN à Câmara de Coimbra, Filipe Reis, elegeu como ‘bandeiras’ eleitorais o combate à crise social e às alterações climáticas, a mobilidade e a alimentação.

“As alterações climáticas e a crise social, que resulta da covid-19, são as duas questões do partido para todas as autarquias. De forma concreta, em Coimbra, isto pode ser trabalhado, por exemplo, na área da mobilidade, que é uma das nossas principais bandeiras”, defendeu o candidato.

Filipe Reis considerou que esta questão carrega “duas grandes ideias de força, como o ambiente e a justiça social”, e, por isso, quer criar uma rede de “transportes públicos entre Coimbra, as freguesias e concelhos vizinhos, de forma a evitar carros na cidade”.

A mobilidade será uma prioridade do PAN, que defende a implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), assim como a sua interligação com os restantes transportes públicos que servem a cidade de Coimbra, como a ferrovia ou os serviços municipalizados.

Uma melhoria da Ecovia, a criação de opções para os fluxos vindos de concelhos como Vila Nova de Poiares ou Penacova, que não são servidos nem pelo SMM nem pela ferrovia, um reforço das ciclovias e um plano de mobilidade pedonal são algumas das propostas do PAN.

O candidato apontou ainda a alimentação nas cantinas escolares como outra das “bandeiras a erguer” nos próximos quatro anos, uma vez que esta “deve ser feita com produtos locais e não vindos de estufas de outros pontos do país”.

“Assim, estamos a promover os produtores locais, a consumir produtos endógenos e a reduzir a pegada do carbono e, com isso, ainda diminuímos os custos. Queremos também colocar, na ementa do primeiro ciclo, a opção vegetariana, como têm as universidades”, disse.

A criação de “parques de matilhas, como os que já existem com grande sucesso em Matosinhos ou em Sintra para os cães errantes e, ainda por cima, são de baixo custo”, é outra das suas intenções.

Também propõe um “serviço de brigadas de socorro animal a funcionar todos os dias e a todas as horas e não a fechar às 17:00 de sexta e a reabrir na segunda-feira, ou seja, é cumprir a lei, porque a lei já diz que isto tem de ser feito”, disse.

Filipe Reis, 57 anos, candidata-se pela primeira vez como cabeça de lista, depois de nas anteriores eleições, em 2017, ter sido o segundo da lista, apesar de se interessar pela política “desde os 10 anos, altura em que se deu o 25 de Abril”.

Integrou movimentos estudantis e associativos e, em 1995, fundou a Agir pelos Animais e “o ativismo da causa animal entrou definitivamente na forma de vida”. Filipe Reis faz parte da comissão política nacional do PAN.

Nasceu em Leiria, passou a infância em Tomar, viveu em vários pontos do país e fora, devido à itinerância do pai militar, mas Coimbra, onde estudou, foi a cidade que escolheu para a vida adulta. É professor no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC).

Durante oito anos, de 2009 a 2018, fez um interregno para ser administrador do Instituto Politécnico de Coimbra, tendo voltado a lecionar no ISCAC, hoje mais conhecido por Coimbra Business School.

Nas anteriores eleições, o PS conquistou cinco mandatos na vereação, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM conseguiu três, o movimento Somos Coimbra alcançou dois e a CDU um.

Filipe Reis disputa as eleições autárquicas com o atual presidente, Manuel Machado (PS), José Manuel Silva, da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/RIR/Aliança), Francisco Queirós (CDU – PCP/PEV), Gouveia Monteiro (Cidadãos por Coimbra), Miguel Ângelo Marques (Chega), Tiago Meireles Ribeiro (Iniciativa Liberal) e Inês Tafula (PDR/MPT).

 

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