Economia

Autarca de Leiria diz que único dinheiro que município recebeu foi 5 milhões de seguradora

Notícias de Coimbra com Lusa | 41 minutos atrás em 27-02-2026

O Município de Leiria recebeu apenas cinco milhões de euros em dinheiro desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, há praticamente um mês, valor proveniente de uma companhia de seguros, afirmou à agência Lusa o seu presidente.

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“O único apoio que recebemos, monetário, foi cinco milhões de euros [ME], que foi um adiantamento da companhia de seguros com quem trabalhamos. De resto, de dinheiro, não recebi mais nenhum”, disse Gonçalo Lopes.

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No passado dia 18, a Câmara de Leiria estimou que os prejuízos provocados pela depressão Kristin àquela data ascendiam a 792,8 ME, sem contabilizar os custos com infraestruturas municipais e do Estado e na floresta.

“Dentro daquilo que conseguimos apurar, o que já gastámos, mais a primeira estimativa por baixo, temos um valor de 792,8 milhões de euros. Ainda falta outro tanto”, disse nesse dia Gonçalo Lopes.

Numa entrevista à agência Lusa, quando passa um mês desde que a depressão Kristin provocou avultados danos no concelho, Gonçalo Lopes antecipou um aumento do montante, elencando o impacto na habitação, na economia, em viaturas, na floresta e noutras áreas.

No caso da habitação, admitiu que os prejuízos possam ultrapassar os 100 ME e, no âmbito das empresas, o valor “poderá chegar aproximadamente aos 700 milhões de euros”.

Por contabilizar estão diversas situações, como o número de viaturas afetadas ou o prejuízo na área florestal, sendo que, neste caso, “representa um prejuízo imediato económico, sim, e a seguir um prejuízo muito grave do ponto de vista ambiental”, realçou.

“Este é o cenário que faz com que rapidamente se consiga aumentar esse valor dos 800 milhões de euros”, salientou.

Reiterando que o Produto Interno Bruto do concelho “anda na ordem dos dois mil milhões de euros por ano, um dia parado anda à volta dos 5,6 ME que não se produz”, o autarca recordou que, durante uma semana, Leiria teve “praticamente 100% de atividade económica parada”.

“Portanto, foi um país e uma região que ficaram mais pobres”, destacou, para enumerar outro património que não municipal afetado, desde espaços religiosos a associações.

Nesta fase, “os valores são totalmente impossíveis de contabilizar com rigor, são estimativas”, reconheceu, explicando estar em curso o levantamento do património municipal afetado, “quer como resposta aos seguros”, quer “para submeter a informação” à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Dezoito pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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