A presidente da Câmara de Coimbra congratulou-se hoje com o anúncio de compromissos “altamente impactantes para Coimbra” e a região Centro, nomeadamente a duplicação integral e requalificação do IP3 e A13/IC3, bem como o lançamento do concurso da Alta Velocidade.
“Trata-se de um momento histórico! Pela primeira vez em décadas, três grandes eixos estruturantes de mobilidade avançam em simultâneo, com Coimbra no centro das decisões”, sublinhou Ana Abrunhosa.
No período antes da ordem do dia da reunião do executivo municipal, que decorreu esta tarde, a autarca eleita pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) aludiu à Resolução de Conselho de Ministros 5/2026, que “aprova o traçado para a duplicação integral e a requalificação do IP3 e A13/IC3 e determina a adoção das ações subsequentes pela Infraestruturas de Portugal” e ao lançamento do concurso da Alta Velocidade.
“Estas decisões são o reflexo claro de uma escolha estratégica, uma afirmação de visão e uma aposta clara na coesão territorial, competitividade económica e modernização das nossas infraestruturas. Enquanto representantes eleitos, temos a responsabilidade de garantir que Coimbra aproveita esta oportunidade com coragem, visão e sentido de missão”, referiu.
De acordo com Ana Abrunhosa, a Alta Velocidade projeta Coimbra para o país e para a Europa, sendo mais do que uma obra de engenharia.
“É uma declaração de futuro, uma nova forma de ligar pessoas, empresas e territórios: é a garantia de que Coimbra estará mais próxima de Lisboa, do Porto, da Europa e do mundo. É a certeza de que a região Centro deixará de ser vista como um espaço intermédio e passará a ser reconhecida como polo estratégico de desenvolvimento”, sustentou.
Esta rede de proximidade será essencial para fixar talento, dinamizar o comércio local e desenvolver novas centralidades que beneficiem todos os cidadãos, sustentou.
“Significa um país mais equilibrado, onde viver em Coimbra não é desvantagem, mas, pelo contrário, uma vantagem competitiva”, indicou.
Sobre a continuação do traçado da A13/IC3 entre Coimbra (Ceira) e o IP3/IC2 (Souselas), Ana Abrunhosa acredita tratar-se de um compromisso que irá traduzir-se em oportunidades concretas. “Falamos de mais emprego qualificado, de maior atratividade para empresas tecnológicas e industriais, de melhores condições para o turismo, para a ciência e para a cultura”, afirmou.
Ao longo da sua intervenção, a autarca evidenciou que estes investimentos dão respostas a décadas de reivindicações e tornam Coimbra e a região Centro num eixo estruturante do desenvolvimento nacional.
“A Alta Velocidade vai reforçar a ligação com a Figueira da Foz, com Aveiro, com Leiria, com Viseu, com toda a rede de cidades que fazem desta região um espaço vibrante, diverso e cheio de potencial. Este é um projeto que não divide: une, não afasta: aproxima, não exclui: integra”, destacou.
Já sobre o IP3 entre Coimbra e Viseu, que durante anos “simbolizou atraso, perigo e desigualdade”, alegou que vai finalmente tornar-se aquilo que sempre deveria ter sido: “uma via segura, moderna e digna para quem vive, trabalha e investe no Centro do país”.
O mesmo se aplica ao A13/IC3, que será requalificado no troço entre Coimbra (Ceira) e o IP3/IC2 (Souselas) e “reforçado como corredor estratégico para a mobilidade regional”.
“Esta via é essencial para ligar Coimbra ao Pinhal Interior, ao Médio Tejo, ao litoral e ao interior profundo. É uma infraestrutura que aproxima territórios, que cria oportunidades e que devolve esperança a comunidades que durante demasiado tempo se sentiram esquecidas, que promove a coesão territorial e que aproxima comunidades, agentes económicos e culturais”, concluiu.