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Economia

Aumento dos preços é para levar “muito a sério”

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O aumento dos preços na União Europeia em consequência do impacto económico da pandemia é uma grande preocupação para o Banco Central Europeu (BCE), um assunto levado “muito a sério”, afirmou a hoje a sua presidente, Christine Lagarde.

“Compreendemos que a subida dos preços é uma preocupação para muitas pessoas e levamos essa preocupação muito a sério”, disse Lagarde na cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, que substitui Jens Weidmann, que se demitiu de surpresa em outubro, “por razões pessoais”, com efeitos a partir de 31 de dezembro, após dez anos no cargo.

“Mas as pessoas podem estar confiantes de que o nosso compromisso para com a estabilidade dos preços é inabalável, o que é essencial para a firme ancoragem das expectativas de inflação e para a confiança na moeda”, acrescentou Lagarde.

A presidente do BCE assegurou que “todo o conselho do BCE está unido na prossecução deste objetivo”, destacando que “um dos principais pontos fortes do Eurosistema é a forma como reúne diferentes perspetivas para formar um consenso”.

“A nossa rica qualidade de debate e diversidade de pontos de vista assegura que as nossas decisões sejam corretas”, defendeu Lagarde.

Referiu que o BCE tem um objetivo de inflação de 2% que é “simples e simétrico”, acrescentando: “Temos regras sobre como reagir quando a inflação se desviar do nosso objetivo em ambos os sentidos. E temos clareza sobre as ferramentas na nossa caixa de ferramentas de política monetária e sobre como e quando utilizá-las”.

A presidente do BCE acrescentou que a revisão da estratégia sobre a evolução dos preços no BCE também estabelece como podem “contribuir para enfrentar os desafios a longo prazo que constituem ameaças à estabilidade dos preços, em particular as alterações climáticas”.

Lagarde disse que com esta estratégia, os países europeus “estão bem posicionados para continuar a assegurar a estabilidade dos preços neste mundo em rápida mutação” e que isso “é hoje especialmente importante à luz da fase de maior inflação” a que se assiste.

As observações de Lagarde surgem depois de o BCE ter anunciado em dezembro passado que tinha revisto em alta as suas previsões de inflação em relação às que tinha feito em setembro, devido à subida acentuada dos preços da energia.

O BCE prevê agora um crescimento em 2021 de 5,1% (previsão de 5% em setembro) com uma inflação de 2,6% (previsão de 2,2% em setembro).

Ao anunciar estas previsões, Lagarde considerou que “a inflação poderia ser mais elevada se os salários subissem mais rapidamente do que o esperado”.

“A inflação permanecerá elevada a curto prazo, mas esperamos que desça no próximo ano”, disse Lagarde.

A presidente do BCE deu as boas-vindas a Joachim Nagel à presidência do Bundesbank, o banco central alemão, que substitui Jens Weidmann.

Weidmann, um defensor da política monetária ortodoxa, tinha substituído Axel Weber, que se opôs à compra de dívida pelo Banco Central Europeu para enfrentar a crise da dívida soberana da zona euro.

No mesmo evento, o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, aludiu à defesa pelo Bundesbank do princípio da estabilidade dos preços e afirmou que, embora seja considerada “uma tradição”, é “muito actual”.

Lindner disse que este princípio é também um “elemento fundamental” das políticas económicas do Governo alemão e aproveitou a oportunidade para elogiar a “sólida reputação” e “independência” do Bundesbank, que “tem sido um símbolo da Alemanha durante décadas”.

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