Coimbra

Atropelamento mortal em Coimbra põe em destaque a urgência de ruas mais seguras

Notícias de Coimbra | 38 minutos atrás em 11-03-2026

Imagem: Coimbra Pedal fb

Coimbra foi palco, no domingo, 8 de março, de mais uma tragédia no trânsito: uma mulher de 48 anos foi atropelada na rua Eng. Jorge Anjinho e ficou em estado grave, no entanto, acabou por não resistir aos ferimentos e faleceu.

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O Coimbr’a Pedal lamentou o acidente e alertou para os riscos do desenho urbano da cidade. “As mortes e ferimentos graves no espaço público são, em grande medida, consequência de opções de desenho urbano, gestão do tráfego e políticas de mobilidade que continuam a privilegiar a circulação rápida de veículos motorizados em detrimento da segurança das pessoas”, afirmou a associação.

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A rua Eng. Jorge Anjinho, onde ocorreu o atropelamento, é um exemplo claro dessas falhas, com várias faixas de trânsito e passadeiras que obrigam os peões a atravessar quatro vias sem medidas eficazes de acalmia do tráfego. “Num sistema viário seguro, ruas com estas características deveriam ter limites de velocidade significativamente mais baixos e incorporar medidas físicas que tornem impossível circular a velocidades perigosas”, sublinha o Coimbr’a Pedal.

A associação defende medidas urgentes, como passadeiras sobreelevadas com refúgios centrais, lombas, estreitamentos e fiscalização mais rigorosa. Além disso, pede a redistribuição do espaço público em favor de peões, ciclistas e transporte público, e a elaboração de um Plano Municipal de Segurança Rodoviária, bem como de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.

Citando a estratégia internacional Visão Zero 2030, o Coimbr’a Pedal lembra que “nenhuma morte ou ferimento grave no espaço público é aceitável” e que os sistemas viários devem priorizar a proteção dos utilizadores mais vulneráveis: crianças, idosos, peões e ciclistas. A associação conclui apelando à ação imediata: “Cada morte na estrada representa uma falha coletiva do sistema que desenhámos. A melhor forma de honrar a memória das vítimas é transformar as nossas ruas em espaços seguros para todos”.

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