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“Astronomia” de Mário Cláudio venceu Grande Prémio de Literatura

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O romance “Astronomia”, de Mário Cláudio, venceu o XXII Grande Prémio de Literatura dst, foi hoje anunciado.

mário claúdio

O júri, composto pelo investigador Vítor Aguiar e Silva, pelo presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, e por Carlos Mendes de Sousa, professor da Universidade do Minho, premiou a obra de Mário Cláudio “por unanimidade”, por nela verificar uma “invulgar qualidade narrativa”, onde impera a harmonia “num tecido em que os tempos se estabelecem, dialogam e reconstituem”.

“Astronomia”, que já venceu o Prémio D. Dinis, da Casa de Mateus, em abril, relata, num registo autobiográfico, as diferentes fases da vida do autor – infância, maturidade e velhice –, refletindo uma visão fantasiosa de Mário Cláudio sobre o seu percurso.

Em outubro do ano passado, quando apresentou a obra em Penafiel, no Festival Literário Escritaria, que lhe foi dedicado, Mário Cláudio disse que “Astronomia” é “uma espécie de recetáculo de várias confissões e muitas mentiras”.

“É um misto de temores e coragens”, afirmou então no Museu de Penafiel, acrescentando: “Não sei explicar de onde é que este livro saiu dentro de mim”.

Mário Cláudio sucede a Manuel Alegre, na atribuição do Grande Prémio de Literatura dst que, no ano passado, foi distinguido na categoria de poesia, com o livro “Bairro Ocidental”.

A cerimónia de entrega do prémio está marcada para 30 de junho, no Theatro Circo, durante a Feira do Livro de Braga.

Mário Cláudio nasceu no Porto, em 1941. Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma universidade, e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.

É autor de obra que abarca ficção, crónica, poesia, dramaturgia e ensaio, e que se encontra traduzida em várias línguas.

Entre outros prémios, Mário Cláudio foi galardoado duas vezes (1984 e 2014), com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Fernando Namora e o Prémio Pessoa.

Em junho de 2000, foi feito comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada.

Este ano, a D. Quixote publicou do autor o romance “Os Naufrágios de Camões” e reeditou “Peregrinação de Barnabé das Índias”.

Instituído em 1995, o Grande Prémio de Literatura dst alterna, anualmente, entre prosa e poesia, com o objetivo de distinguir o que de melhor se produz em literatura portuguesa

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