Coimbra

José Manuel Diogo a sorrir na Casa da Cidadania da Língua na descontinuada Casa da Escrita

Notícias de Coimbra com Lusa | 10 meses atrás em 29-09-2023

A Associação Portugal Brasil 200 Anos (APBRA) vai assumir a programação da Casa Escrita, em Coimbra, que irá passar a chamar-se Casa da Cidadania da Língua, com o município a suportar até 75 mil euros das despesas anuais.

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O protocolo de parceria entre a Câmara de Coimbra e a APBRA será discutido e votado na segunda-feira, em reunião do executivo, depois de várias críticas por parte de PS, CDU e movimento Cidadãos por Coimbra sobre a forma como o processo estava a ser conduzido, com os partidos a acusarem a autarquia de falta de esclarecimentos e de transparência.

A APBRA tem como seu presidente José Manuel Diogo, com carreira na área da comunicação e assessoria de imprensa, e como um dos fundadores o irmão do presidente da Câmara e antigo reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, que, segundo o ‘site’ da associação, é presidente da assembleia geral.

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Segundo o acordo a que a agência Lusa teve acesso, a APBRA irá coordenar a programação da Casa da Cidadania da Língua e cede o direito ao uso daquela marca que registou ao município.

Para além do trabalho na atual Casa da Escrita, a associação poderá também propor eventos para outros equipamentos e infraestruturas culturais de Coimbra, estando obrigada a apresentar um relatório escrito por semestre sobre a sua atividade.

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Já a Câmara de Coimbra fica obrigada a assegurar os encargos financeiros de até 75 mil euros por ano, junto das diversas “entidades singulares ou coletivas envolvidas nas atividades e projetos a realizar”.

O acordo, com a duração de dois anos, prevê ainda que a APBRA utilize a futura Casa da Cidadania da Língua como espaço de trabalho para uso administrativo.

O município terá também de garantir que a utilização do equipamento por outras entidades não prejudica as atividades daquela associação.

A parceria estabelece ainda a possibilidade de a APBRA celebrar acordos de parceria com entidades terceiras para a realização de atividades na Casa da Cidadania da Língua, desde que previamente aprovadas pelo município.

Apesar de o acordo ainda não ter sido aprovado em reunião do executivo, a dita Casa da Cidadania da Língua já tem ‘site’ (casadacidadaniadalingua.org), onde é apresentada uma equipa curatorial do espaço.

Nessa equipa curadora, que José Manuel Diogo integra, estará presente o antigo diretor da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa Carlos Moura-Carvalho, o chefe de Divisão da Cultura da Câmara de Coimbra, Rafael Nascimento, a coordenadora do centro de recursos para a inclusão digital do Politécnico de Leiria, Célia Sousa, a poeta brasileira Luiza Romão, autora de “Também guardamos pedras aqui” que arrecadou o prémio Jabuti, e o gestor cultural brasileiro André Augustus Diaz.

O acordo de parceria que será agora discutido prevê a realização de ciclos de debates, um curso de formação em “Cidadania da Língua”, residências artísticas, a criação de um Observatório da Liberdade de Expressão e de uma rede de Embaixadores de Coimbra, entre outras iniciativas propostas.

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