A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) denunciou hoje um atraso de três meses no pagamento do suplemento do INEM aos militares da GNR da linha 112, mas o instituto garantiu que “foi tudo pago” em dezembro.
Em comunicado, a associação alertou que os profissionais da GNR que “prestam serviço no 112.PT têm o pagamento do valor do respetivo suplemento em atraso desde outubro de 2025”, atribuindo a responsabilidade ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por não ter procedido à transferência da verba a que “está obrigado”.
Estes profissionais que estão colocados no 112 em exclusividade de funções estão “sem receber o suplemento em causa há três meses, sem que tenha sido dada qualquer justificação”, lamentou a APG/GNR.
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Contactada pela Lusa, fonte do INEM rejeitou que esteja em atraso o pagamento do suplemento mensal de cerca de 140 euros aos militares em causa, assegurando que as transferências “foram feitas em 19 de dezembro”.
“Está tudo pago” em relação a 2025, referiu a mesma fonte.
As chamadas efetuadas para o número europeu de emergência 112 são atendidas pela PSP e pela GNR nas centrais de emergência, que canaliza apenas para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM as relacionadas com a saúde.
No comunicado, a APG/GNR salientou também que está em causa um valor que não é atualizado desde 2009 e que “está completamente desajustado da exigência das funções” cumpridas por estes profissionais, que estão sujeitos a “pressão e desgaste permanentes”.
“Apesar das diversas missivas dirigidas ao Ministério da Saúde e ao INEM, no sentido de o valor do suplemento ser revisto e mesmo após expostos os constrangimentos que se têm vindo a agravar, estas entidades têm-se remetido ao silêncio”, realçou a associação.
Perante isso, a APG/GNR considerou que, cada vez mais, os profissionais estão a rejeitar a colocação neste serviço, adiantando que, no caso dos agentes da PSP, se “tenha mesmo recorrido à colocação por imposição”.
As equipas do 112.PT funcionam de “forma deficitária e esta é uma verdade que tem sido camuflada e que certamente contribui para eventuais constrangimentos na operacionalização dos recursos do próprio INEM”, alertou a associação.
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