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Associação da GNR diz que continua por pagar subsídio para envolvidos no combate à pandemia

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A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) lamentou hoje que os militares da GNR continuem à espera pelo pagamento do subsídio extraordinário de risco atribuído aos elementos das forças de segurança envolvidos no combate à pandemia.

“Desde janeiro que esse subsídio tem de ser pago trimestralmente, o que é certo é que nenhum profissional da GNR recebeu qualquer valor referente a esse subsídio. Temos receio que não venhamos a receber porque já estamos em junho e a portaria já saiu há algum tempo”, disse à agência Lusa o presidente da APG, César Nogueira.

Numa altura em que se voltam a intensificar as operações de fiscalização, sobretudo durante os fins de semana para controlar as entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) devido ao aumento de casos covid-19, César Nogueira afirmou que é “mais um trabalho acrescido que não é reconhecido”, sublinhando existir um desgaste por parte dos militares que estão na linha da frente do combate à pandemia há mais de um ano.

O presidente da associação socioprofissional mais representativa da GNR frisou que nem o comando-geral sabe quando vai pagar o subsídio porque “não tem qualquer indicação por parte do Governo”.

“Até agora não recebemos. Não podemos aceitar isso, não é só exigir que façamos além do trabalho normal”, sustentou, considerado que os militares da GNR foram “mais uma vez esquecidos”.

A portaria sobre o pagamento de um subsídio extraordinário de risco aos elementos das forças de segurança envolvidos no combate à pandemia foi publicada em março e tem efeitos retroativos a janeiro.

César Nogueira disse também que nem todos os militares da GNR estão vacinados contra a covid-19, existindo muitos profissionais que todos os dias estão no terreno e ainda não têm a primeira dose.

Segundo presidente da APG, estão vacinados com as duas doses os militares que prestam serviço nos postos e destacamentos territoriais.

A proibição de circulação para dentro ou para fora da AML mantém-se no próximo fim de semana, entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 de segunda-feira, salvo as exceções previstas na lei, anunciou hoje o Governo.

No entanto, poderão entrar e sair da Área Metropolitana as pessoas que tenham um certificado digital ou teste negativo à covid-19.

Portugal registou nas últimas 24 horas duas mortes associadas à covid-19, 1.556 novos casos de infeções confirmadas, a maioria em Lisboa e Vale do Tejo, uma diminuição nos internamentos em enfermaria e um aumento nos cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 17.079 pessoas e foram registados 869.879 casos de infeção.

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