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Associação cabo-verdiana cria hortas na Praia para mitigar subida dos preços

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A associação cabo-verdiana Pilorinhu está a criar hortas comunitárias em vários locais da Achada Grande Frente, um dos bairros da Praia com mais dificuldades sociais, para apoiar as famílias afetadas pela subida generalizada de preços.

“Serão feitas hortas nos quintais e terraços das famílias como forma de as ajudar a tornarem-se sustentáveis, devido à subida de preços dos produtos no mercado”, explicou à Lusa o presidente da associação Pilorinhu, Zanildo Moreno, garantindo que o projeto “Jornada Agroecológica”, já com duas destas hortas comunitárias em funcionamento, terá impacto naquele bairro da capital, com foco na produção de alimentos saudáveis para a população em tempos de crise.

“Sabemos o real impacto que uma horta tem na economia de uma família”, sublinhou Zanildo Moreno.

Este projeto dará continuidade a trabalhos já realizados no últimos anos, desde que foi implementada a primeira horta para ajudar a comunidade local, produzindo, entre outros, papaia, banana, couve, alface e tomate, que agora a associação quer aumentar.

“Estes produtos ajudarão não só a comunidade como a escola básica, que tem sido um grande parceiro, proporcionando às nossas crianças uma alimentação saudável”, frisou, garantindo que serão utilizados vários espaços do bairro de Achada Grande Frente para instalar estas hortas.

A associação espera conseguir aumentar a produção agrícola naquele bairro com produtos que serão utilizados para consumo das famílias e dentro da própria associação, como milho ou legumes, de forma sustentável.

“A nossa batalha é construir uma agricultura que produza alimento para a comunidade e sensibilizar as famílias e entidades governamentais sobre a importância da agroecologia”, acrescentou Zanildo Moreno.

A associação Pilorinhu foi criada por jovens daquele bairro em 2014 e pretende alargar o projeto para o município de São Lourenço dos Órgãos, também na ilha de Santiago, em parceria com associações locais e para desenvolver a “agroecologia”, mitigando as consequências da crise económica e financeira que afeta Cabo Verde.

A taxa de inflação em Cabo Verde atingiu no primeiro trimestre deste ano o valor mais alto em praticamente 11 anos, devido ao impacto da escalada internacional de preços provocada pela guerra na Ucrânia, segundo dados do Ministério das Finanças divulgados anteriormente pela Lusa.

Cabo Verde já tinha fechado 2021 com uma inflação média anual de 1,9%, o valor mais alto desde 2013, então influenciado pelo aumento do preço dos combustíveis no mercado internacional, segundo o Governo cabo-verdiano.

O arquipélago registou uma variação acumulada anual nos preços de 0,6% em 2020, sucedendo a uma taxa de 1,9% no conjunto do ano de 2019, segundo dados anteriores do INE.

Os preços em Cabo Verde aumentaram 0,1% no mês de abril e acumulam uma subida de 7,6% no espaço de um ano, indicam dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de 16 de maio.

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