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Associação ARPA esterilizou 459 gatos de rua na região da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure

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A Associação ARPA, de Vila Nova de Poiares, dedicou o fim de semana prolongado de 5 de outubro a 459 gatos de rua que foram capturados, esterilizados e posteriormente devolvidos. Esta iniciativa que pretende evitar que nasçam mais animais nas ruas decorreu na região da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure.

ARPA é uma associação que se dedica ao bem-estar animal e que tem dedicado os seus 10 anos da sua existência a combater o abandono de cães e gatos.

Este combate ao abandono de cães e gatos acontece “de uma forma completamente diferente das outras associações”, afirma a ARPA. “Enquanto a maioria baseia o seu trabalho no resgate e adoção, o trabalho deste grupo é focado em evitar que nasçam mais animais, dado que a principal causa de existirem tantos animais sem dono, nas ruas ou abrigos, é que há muitos mais cães e gatos que lares para eles”, adianta a associação.

Desta forma, a ARPA dedica-se em exclusivo a proporcionar cirurgias de esterilização ao maior número de animais possível, seja a garantir as mesmas a um valor acessível aos proprietários de cães e gatos, como através das suas campanhas CED (captura esterilização e devolução) dedicadas aos gatos de colónia.

Foi uma desta campanhas de esterilização e devolução que decorreu no passado fim de semana e que beneficiou 459 gatos da região da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure.

Outro pilar desta associação é a capacitação de voluntários e profissionais da área do bem-estar animal, e nesta campanha a equipa de capturas da ARPA treinou voluntários da associação GADAFF da Figueira da Foz e da associação Soure Patas de Soure. A equipa veterinária além de realizar as cirurgias e tratamentos necessários para estas quatro centenas e meia de gatos, também treinou duas médicas veterinárias, uma de Vila Real e outra de Vila Franca de Xira, nas técnicas cirúrgicas minimamente invasivas que permitiram que todos os animais intervencionados retornassem à sua rotina normal na colónia sem necessidade de maiores cuidados, adianta a ARPA em comunicado.

“Manter as colónias felinas esterilizadas não é uma questão apenas de bem-estar animal. Quem convive com os felinos tem de lidar com as constantes brigas e incómodos causados pelos comportamentos que gatos não esterilizados possuem, e até há bem pouco tempo (e em alguns casos na atualidade) o procedimento de muitos municípios era capturar os animais para viverem o resto da vida enjaulados ou serem abatidos nos canis municipais, e de algumas pessoas simplesmente envenená-los. Além de serem exemplo de atitudes quer sejam ilegais como no caso da morte por envenenamento como o abate, como desproporcionadas e que ferem fortemente qualquer padrão mesmo que mínimo de bem-estar animal já que animais não socializados não são candidatos a animais de companhia e sofrem imensamente com a contenção em jaulas, nenhuma destas alternativas é eficaz e temos provas: rapidamente novos animais aparecem para repor o local”, afirma.

Por este motivo a associação entende que esterilizar e devolver estes animais ao local de origem é a melhor alternativa, seja do ponto de vista do bem-estar animal, de saúde pública ou da cidadania. Entendem ainda que é igualmente importante que os proprietários de gatos identifiquem com microchip e esterilizem os seus animais antes dos 5 meses de idade, para que estes não tenham filhotes nem eles próprios, caso se percam, venham a criar novas colónias.

Para saber mais sobre a associação e para inscrição de animais e colónias nas campanhas é possível aceder ao site www.arpa-associacao.pt, e para voluntariado na associação, formações e outros assuntos a ARPA disponibiliza o seguinte email: [email protected]

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