A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, visitou esta sexta-feira, 27 de dezembro, a zona afetada pelas recentes ocorrências climáticas, acompanhada pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e pela presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para fazer o ponto de situação das obras de emergência no rio e anunciar novas intervenções.
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A ministra participou na assinatura do protocolo de colaboração que visa a elaboração do relatório técnico sobre as cheias de 2026 na Bacia do Mondego e revisão dos modelos de gestão do risco. Em causa, a sucessão de eventos meteorológicos adversos registados recentemente, as tempestades Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta e duas superfícies frontais decorrentes da depressão Nils, que impuseram uma grande pressão sobre as bacias hidrográficas nacionais, provocando cheias com impactos significativos no território, nomeadamente a rutura do dique do leito central do Mondego.
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Segundo a governante, a intervenção realizada há poucos dias foi decisiva para conter a situação. “Há menos de oito dias, foi importantíssimo para estancar o rio”, afirmou, destacando a rapidez da resposta inicial.
A próxima fase passa agora pela recuperação do canal de rega, essencial para a atividade agrícola local. “Agora a APA vai começar com a outra obra muito importante para os agricultores, que é o canal de rega, que ficou interrompido. É um canal que passa aqui, cerca de 200 metros e depois 100 metros mais à frente”, explicou.
A ministra sublinhou a urgência da intervenção, tendo em conta o calendário agrícola: “É essencial que essas obras estejam prontas a 1 de maio”.
O financiamento está assegurado através do Fundo Ambiental. “Já tem o financiamento do Fundo Ambiental, tanto desta obra que está pronta e que avançaram, sem ainda a certeza do financiamento, mas avançaram”, referiu, elogiando a capacidade de resposta das entidades envolvidas.
Além disso, haverá verbas destinadas aos municípios para recuperação das margens e zonas ribeirinhas afetadas.
Com estas medidas, o Governo pretende garantir não só a reposição das infraestruturas danificadas, mas também reforçar a resiliência do território face a fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
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