Justiça

“Matei a velha, chama a guarda”: Condenado por matar a mãe

Notícias de Coimbra | 3 semanas atrás em 20-05-2024

O Tribunal de Braga condenou esta segunda-feira, 20 de maio, a 22 anos de prisão um homem que matou, por asfixia, a mãe, de 89 anos, em Carvalhas, Barcelos, em 25 de junho de 2022.

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O arguido, de 51 anos, foi condenado por um crime de homicídio qualificado.

Segundo a acusação, dada como provada, o arguido esteve preso durante seis anos e meio, por um crime de violação e um crime de dano.

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Foi colocado em liberdade condicional em 07 de março de 2021, tendo passado a residir na casa da mãe.

No dia do homicídio, e depois de ter andado a consumir bebidas alcoólicas pelos cafés, o arguido teve nova discussão com a mãe e agrediu-a, provocando-lhe várias escoriações, equimoses, lacerações e fraturas.

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No decurso destas agressões, “e para impedir que a sua mãe gritasse ou pedisse ajuda, como já tinha feito em episódios anteriores”, o arguido tapou-lhe o nariz e a boca, “até conseguir tirar-lhe a vida”.

De seguida, ligou para uma irmã que estava emigrada em França dizendo que tinha matado a mãe, tendo também ido a um café da freguesia igualmente para dar conta do homicídio.

“O arguido agiu com o propósito concretizado de tirar a vida à sua mãe, tapando-lhe a boca e o nariz durante vários minutos ao ponto de esta não conseguir respirar, uma vez que sabia que ao atuar desse modo a mesma acabaria por morrer por asfixia”, refere a acusação.

Em tribunal, e num discurso bastante confuso, o arguido negou a prática do crime, alegando que encontrou a mãe morta ao lado da cama, mas o coletivo de juízes não acolheu a sua versão.

O arguido foi submetido a duas perícias às suas faculdades mentais, tendo em ambos os casos sido dado como imputável.

A defesa ainda pediu uma terceira perícia, que seria recusada pelo tribunal.

O tribunal declarou ainda a indignidade sucessória do arguido, impossibilitando-o assim de herdar bens deixados pela mãe.

A defesa ainda não decidiu se vai ou não recorrer da decisão do tribunal.

No dia em que matou a mãe contou-o no café. “Matei a velha, chama a guarda”, relata o Correio da Manhã.

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