A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai realizar ações de fiscalização para prevenir “aumentos injustificados” nos preços dos materiais e serviços de construção devido ao mau tempo, anunciou o primeiro-ministro.
“Queremos prevenir aumentos injustificados de preços nos materiais de construção e serviços”, sublinhou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que falava em S. Bento, Lisboa.
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Assim, o Governo ordenou a presença da ASAE no terreno para poder fazer essa fiscalização.
Montenegro disse que o Governo confia no “sentido de responsabilidade” das pessoas e agentes económicos, mas sublinhou que “ninguém deve tirar partido” da situação.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.