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“As camionetas dos serviços alternativos vão ser substituídas por camionetas mais jeitosas”

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João Paulo Barbosa de Melo, líder da bancada de vereadores PSD/PPM/MPT na Câmara Municipal de Coimbra, manifestou a sua discordância em relação à solução adotada para o sistema de mobilidade do Mondego.

joão paulo barbosa de melo

Eis a intervenção de Barbosa de Melo na reunião do executivo municipal de Coimbra que está a decorrer neste dia 5 de junho:

No meio de um ano fértil em anúncios de obras que vão ser feitas e de realizações que hão de vir, chegou há dias mais uma espécie de solução para o imbróglio do Metro que sucessivos governos socialistas conseguiram criar na Região de Coimbra.

Por afazeres profissionais, não pude vir à sessão de apresentação mas tive a oportunidade de ouvir e ver com detalhe o que lá se passou graças ao verdadeiro serviço público operado que um órgão de comunicação da cidade, o “Notícias de Coimbra”, que não só transmitiu a sessão em direto como colocou o vídeo completo no seu site, tornando a sessão acessível a quem lá não pôde estar, como eu.

Olhando para os últimos 12 anos, é preciso não esquecer que depois de um governo socialista ter feito cair, em 2006, o concurso que estava em curso para a construção e exploração do Metro-Mondego, foi outro governo socialista a mandar sacar, em 2010, os carris da linha da Lousã para o Metro lá passar. Foi esse mesmo governo socialista, aliás, que, alguns meses e muitas dezenas de milhões de euros depois de a obra arrancar, mandou parar as obras e assim ficámos, de então para cá, sem comboios nem Metro e com um serviço de camionagem penoso que, ainda por cima, custou aos contribuintes mais uns milhões.

Eis senão quando, a uns meses das eleições autárquicas, vem um ministro de mais um governo socialista anunciar que agora é que vai ser, e que vai haver Metro! Ou melhor, “Metro” propriamente dito não dá, porque fica caro demais para o Orçamento Geral do Estado…

A acreditar no anúncio, dentro da cidade de Coimbra vai é ser melhorado o serviço de transportes públicos e, no troço do ramal, as camionetas dos serviços alternativos vão ser substituídas por camionetas mais jeitosas. Para salvar as aparências, chamou-se “MetroBus” ao sistema de novos autocarros, para fazer de conta que ainda é de um “Metro” que estamos a falar…

Claro que ainda há umas questões “técnicas” a resolver, nomeadamente a segurança dos passageiros dos novos autocarros que vão circular a 70 km/h no sítio estreito onde passava o comboio da Lousã, e talvez venha a ser preciso que todos os que chegam da Lousã ou Miranda mudem de autocarro no Alto de S. João. Além disso, pouco se sabe sobre a extensão de canais dedicados que está prevista para os novos autocarros e que é fundamental para aumentar a velocidade média de circulação de que depende diretamente a procura… Talvez isso justifique mais uns estudozinhos, e depois das autárquicas logo se vê se a solução continua a ser possível, como agora aparentemente passou a ser. Importante importante era fazer este anúncio a uns meses das autárquicas!

Não tenho nenhum fetiche por carris, estou aberto a todas a soluções capazes de transportar pessoas com comodidade, dentro de Coimbra e entre Coimbra e os concelhos vizinhos, desde que essas soluções sejam tecnicamente possíveis, que sejam cómodas e atrativas para os utentes, maximizando a utilização de transportes coletivos com baixa pegada de carbono, que contribuam para que Coimbra seja mais atrativa e sirva melhor toda a região envolvente e, claro, desde que seja o Governo da nação a mobilizar os meios financeiros necessários para corrigir os inúmeros erros de um processo que ficará sempre na história de como não fazer uma obra pública em Portugal.

Fico, portanto na expetativa, como ficam certamente, todos os que vivem na nossa Região, de ver o que se vai passar depois das autárquicas ao chamado “Metro-Mondego”, ou “MetroBus Mondego” ou seja lá o que lhe quiserem chamar.

Na mesma sessão em que foi anunciado o MetroBus Mondego, também foi referido que se ia avançar para fazer mais um projeto para a Estação de Comboios de Coimbra. Aparentemente, é uma ótima notícia e veremos o que resta da intenção, agora anunciada, depois de 1 de Outubro…

O eleito social democrata finalizou a sua intervenção com a questão das escolas com contratos de associação, tendo dito que: Por último, gostava de aqui lembrar que, apesar de um discurso governamental tão inflexível no que respeita ao final dos contratos de associação, o atual governo acabou de encontrar soluções de exceção para pelo menos dois colégios, ambos a alguns quilómetros de Coimbra, com situações muito semelhantes às do Colégio Apostólico da Imaculada Conceição (CAIC), em Cernache, e do Instituto Educativo de Souselas (INEDS). As exceções foram concedidas ao Instituto Pedro Hispano (Soure) e ao Colégio dos Milagres (Leiria). Afinal, para o atual governo, a inflexibilidade não é para todos! Esperemos ainda ir a tempo de o mesmo governo arranjar exceções para situações idênticas, como é o caso, nomeadamente, do CAIC e do INEDS…

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