Coimbra

Arrufada é a “rainha” da Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 19-02-2026

A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra regressa no fim de fevereiro ao Convento São Francisco (CSF) com a participação de quase meia centena de doceiros e com o objetivo de alcançar um público mais diversificado.

Através de um programa sortido e da própria organização, o evento vai procurar “chegar a um público mais vasto”, disse hoje a vereadora com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Margarida Mendes Silva.

Na conferência de apresentação do certame, a responsável salientou que a 15.ª edição decorrerá num espaço “quase duplicado” do CSF, permitindo ao público circular com mais tranquilidade e garantindo mais lugares nas atividades.

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O alargamento foi concretizado a pensar no público, “que tem aderido de forma cada vez mais surpreendente” ao evento, e fará a mostra chegar também à sala Conventual e à sala Aeminium, para além dos claustros, da igreja e do restaurante do CSF.

A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra, “a mais importante a nível nacional”, reunirá nos dias 28 de fevereiro e 01 de março 46 doceiros, sendo cinco deles internacionais e 41 representantes de Norte a Sul de Portugal continental, além da Madeira e dos Açores.

O presidente da Associação de Doceiros de Coimbra (ADOC), Ricardo Paiva, também presente na ocasião, reforçou o esforço para este ser “um evento cada vez mais inclusivo, no sentido de servir todas as faixas etárias”.

Ao longo dos anos, a iniciativa tem-se tornado mais confortável para as pessoas desfrutarem e permanecerem durante todo o dia, e o alargamento a outras valências do CSF vai proporcionar mais comodidade, principalmente nos ‘workshops’, referiu.

De acordo com Ricardo Paiva, esta edição será voltada para a arrufada, típica de Coimbra, pelo que será um tema muito abordado nos ‘workshops’, incluindo um onde os mais pequenos serão convidados a colocar a mão na massa para as confecionar.

Destaque ainda para os ‘workshops’ onde doceiros “vão falar sobre aquilo que fazem”, compartilhando informações de forma “simples e rápida” sobre o seu dia a dia.

Já o diretor Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC), José Marques, assinalou as “oficinas de gastronomia histórica”, que revivem a história da gastronomia portuguesa, “com demonstrações práticas”, mas também com “propostas de contemporaneidade”.

Reforçando a ideia de que o evento tem sido arquitetado para ser mais confortável, sublinhou que “será mais uma vez um sucesso, que obrigará a pensar em como fazer melhor para o ano”.

Entre as atividades, estão ‘workshops’, ‘showcookings’, conversas, oficinas, sessão de contos, animação, apresentação de livros e concertos, além da promoção do artesanato.

Um dos pontos altos da programação será o espetáculo do Vitorino, “que celebra 50 anos da edição do seu trabalho ‘Semear Salsa ao Reguinho’”, a única atividade paga, explicou Margarida Mendes Silva.

A ‘chef’ Marlene Vieira marca presença para um ‘showcooking’ que propõe a confeção inovadora de um doce de Coimbra.

Outros pontos altos da programação incluem a nova rubrica “Artes na Mesa”, que coloca em diálogo as artes visuais e a doçaria, ou as sessões de contos “Estórias Degustadas”, na livraria Bruaá (no CSF).

Sumy (na Ucrânia), Ainx-en-Provence (França), Zamora, Santiago de Compostela e Salamanca (Espanha) serão as cidades estrangeiras presentes na iniciativa.

A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra conta com um investimento municipal de 77 mil euros, um acréscimo de cerca de 15 mil euros comparativamente a 2025.