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“Arquibaldo” de Carlos Tê realça importância da memória coletiva

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O novo romance de Carlos Tê, “Arquibaldo”, apresentado pela editora como “um poderoso testemunho sobre a necessidade de lembrar, sobre as razões de viver, amar e ter compaixão”, chega quinta-feira às livrarias.

Este é o segundo romance do letrista, que publicou o primeiro romance em 1999, com o título “O Voo Melancólico do Melro”.

O assistente social Francisco Frade, que trabalha nos bairros da periferia do Porto, é o protagonista deste romance, e que tem como ‘alter ego’ Arquibaldo, o super-herói da sua infância.

Ao longo do romance, Frade confronta-se com o seu trabalho na periferia portuense, “geografia incerta, que o Estado Providência tenta mitigar” e os fugazes relacionamentos com mulheres, até que a personagem vê abrir-se o que designa como “buraco da realidade”, uma situação que o consome, mantendo-se sempre presente o seu ‘alter ego’.

Desgastado por esta contenda, Frade decide iniciar uma peregrinação interior que o leva a enfrentar as suas raízes, em busca de respostas.

A Porto Editora, que chancela este novo romance, realça, na contracapa, a capacidade de Carlos Tê “de encontrar o geral no particular”.

Neste romance, “Carlos Tê divaga por uma sociedade apressada, sem memória”, escreve a editora.

Carlos Tê, 67 anos, é o pseudónimo de Carlos Alberto Gomes Monteiro, natural do Porto, licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, que saltou para ribalta em 1980 com o álbum “Ar de Rock” de Rui Veloso, pela sua participação como letrista.

Na área musical colaborou com as bandas Jáfumega, Clã e Cabeças no Ar. Colaborou também com o grupo Canto Nono, José Mário Branco e Jorge Palma, entre outros.

Entre 1978 e 1981 fez parte do elenco de autores das revistas de poesia Avatar, Quebra-Noz e Pé-de-Cabra.

Entre 1991 e 1994 colaborou com o diário Público e foi também cronista do semanário Expresso.

Além de “O Voo Melancólico do Melro”, Tê é autor de um livro de contos, “Contos Supranumerários” (2001), de poesia, “Penso Sujo” (2003), o álbum “Cimo da Vila”, com ilustrações de Manuela Bacelar, e, no teatro é autor de “Três Peças em Volta de Canções” e “Um Monólogo sobre Futebol”.

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