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Aristide de Sousa Mendes: O cônsul português que desafiou os nazis e salvou milhares

Notícias de Coimbra | 19 segundos atrás em 20-01-2026

Aristides de Sousa Mendes (1885-1954), diplomata português e cônsul em Bordéus em 1940, ficou conhecido por ter concedido vistos a milhares de pessoas em fuga da França ocupada pelos nazis, desobedecendo ordens superiores.

Nascido a 19 de julho de 1885 em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Aristides pertencia a uma família aristocrática e católica da Beira-Alta. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1907 e iniciou carreira na advocacia antes de ingressar, juntamente com o irmão gémeo César, na carreira diplomática.

Ao longo da sua vida profissional, representou Portugal como cônsul em vários países, incluindo Zanzibar, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Bélgica e França.

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Em Bordéus, em junho de 1940, perante o avanço das tropas alemãs sobre Paris, concedeu vistos sem distinção de nacionalidade, raça ou religião, permitindo a fuga de milhares de pessoas da perseguição nazi.

O ato de desobediência custou-lhe o cargo: foi exonerado em julho de 1940 e obrigado a aposentar-se, regressando à casa da família. Aristides de Sousa Mendes morreu em Lisboa a 3 de abril de 1954.

Em reconhecimento pelo seu heroísmo e legado humanitário, recebeu Honras de Panteão Nacional em 2021, sendo lembrado como um dos maiores exemplos de coragem e ética diplomática de Portugal.

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