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Após as cheias, Soure levanta-se: Câmara promete centro histórico pronto “nos próximos dias”

Notícias de Coimbra com Lusa | 54 minutos atrás em 16-02-2026

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, garantiu hoje que a equipa municipal do ambiente está a “intensificar os trabalhos de limpeza” para que a normalidade volte ao centro histórico nos próximos dias.

Acompanhado do Presidente da República eleito, António José Seguro, o autarca fez hoje de manhã uma visita pedonal desde a zona baixa, fortemente afetada pela subida das águas, até ao centro urbano da vila de Soure, distrito de Coimbra.

Rui Fernandes disse à agência Lusa que foi com alegria que viram as lojas com as portas abertas e os comerciantes a tentarem voltar à vida normal.

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“O que os comerciantes nos pedem é que sejamos céleres nesta limpeza, porque o espaço público é importante para que as pessoas tenham confiança de ir para a rua”, contou.

Neste âmbito, e apesar de ter sido dada tolerância de ponto para terça-feira devido ao Carnaval, “a equipa do ambiente trabalhará na mesma”, sendo a limpeza o foco dos próximos dias, acrescentou.

Aquele autarca considerou que, estando “os dois rios (Arunca e Anços) encaixados, a uns 80 centímetros das margens, as pessoas já ganham confiança de voltar ao espaço público” e, por isso, é preciso tê-lo limpo.

António José Seguro e Rui Fernandes passaram também pela zona da feira semanal, que hoje se voltou a realizar, apesar de a lama numa parte do recinto ter obrigado à relocalização dos feirantes.

“Foi muito tímida, mas agradeceram muito, porque estiveram duas semanas sem feira. Uma parte deles são vendedores ambulantes que vivem destas feiras locais e não tiveram nem a de Soure, nem a de Montemor-o-Velho”, contou.

Com a limpeza ainda em curso, o autarca quer já planear o futuro da zona ribeirinha e, com esse objetivo, na terça-feira receberá no município o arquiteto paisagista João Nunes da Silva.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.