Coimbra

Apesar da chuva, rio Ceira não voltou a inundar o Cabouco

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 02-02-2026

Imagem: (Imagem de arquivo)

As autoridades temiam na madrugada de hoje uma inundação do rio Ceira, afluente do Mondego, na localidade do Cabouco, às portas de Coimbra, mas as piores previsões não se concretizaram.

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“Estávamos alertados, mas, apesar de ter chovido muito durante toda a noite, o rio não inundou os campos e as casas, como na semana passada”, disse à agência Lusa Lurdes Antunes, proprietária do café Tolan, o único da aldeia.

Depois das cheias da semana passada, em que a água dentro do café atingiu cerca de 1,70 metro de altura, danificando vários equipamentos, o caudal começou a reduzir na sexta-feira e, nesse dia à noite, já não havia água dos terrenos contíguos à margem.

No entanto, o caudal do rio aumentou cerca de um metro entre a 00:00 e as 09:00 da manhã de hoje, disse Lurdes Antunes, habituada quase todos os anos a lidar com este cenário de cheias.

Devido aos alertas da Proteção Civil, quase toda a população da zona mais baixa do Cabouco foi pernoitar a casa de familiares, adiantou a comerciante.

“Praticamente não ficou ninguém a dormir na zona baixa. Se houve um ou dois moradores a ficar em casa foi muito”, acrescentou a sua sobrinha Cátia Martins.

No pavilhão da Casa do Povo de Ceira, a Câmara de Coimbra tinha montado uma zona de concentração e apoio para acolher eventuais desalojados, o que acabou por não acontecer.

“Não foi preciso aqui ninguém pernoitar”, confirmou à agência Lusa o presidente da Casa do Povo de Ceira, Arlindo Santos.

Para a eventualidade de evacuar localidades devido a inundações, a Câmara de Coimbra criou sete áreas no concelho para onde as pessoas se deverão dirigir e que todos os agentes de proteção civil têm conhecimento dessa informação.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.