Política

António José Seguro entrou às 13:35 no Palácio de Belém de mãos dadas com a mulher e os filhos

Notícias de Coimbra com Lusa | 4 horas atrás em 09-03-2026

Imagem: ANDRE KOSTERS/ EPA/ LUSA

 António José Seguro entrou às 13:35 no Palácio de Belém, a primeira vez como Presidente da República, acompanhado da mulher e dos dois filhos, todos de mãos dadas, e subiu a pé a rampa que dá acesso ao edifício.

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Dez anos antes, Marcelo rebelo de Sousa tinha entrado sozinho na residência oficial.

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Estava previsto que Seguro chegasse ao Palácio pelas 13:25, mas o horário previsto foi atrasando depois de os cumprimentos após a tomada de posse na Assembleia da República se terem prolongado.

Depois de subir a rampa de acesso, acompanhado pela mulher e filhos, o novo chefe de Estado entrou no Palácio de Belém, dirigindo-se à Sala das Bicas, onde recebeu a insígnia dos Presidentes da República, a Banda das Três Ordens, das mãos da secretária-geral da Presidência da República, Ana Cristina Baptista.

Algumas dezenas de funcionários aguardavam o novo Presidente ao cima da rampa, e aplaudiram António José Seguro quando chegou.

Assistiram a esta curta cerimónia o Rei de Espanha, os presidentes de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor e Moçambique, além do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a mulher, do Presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, do antigo chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, e a mulher, Maria Cavaco Silva, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O anterior Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a pé ao Palácio de Belém e entrou pelo Pátio das Damas, do lado da Calçada da Ajuda.

Após esta curta cerimónia, o novo Presidente da República e os convidados seguiram para um almoço privado. A ementa é composta por sopa de peixe, cabrito à portuguesa e, para a sobremesa, sericaia. O vinho é Serra P, produzido pela Amarcor, empresa criada por Seguro.

Segundo uma nota que o próprio divulgou no dia 25 de fevereiro, as participações sociais que detinha nas sociedades Amarcor, Lda, e Mimos da Beira, foram doadas aos filhos.

Após a cerimónia de posse na Assembleia da República, e antes de chegar ao Palácio de Belém, o Presidente da República passou pelo Mosteiro dos Jerónimos, pelas 13:00, onde depositou uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís Vaz de Camões e fez um minuto de silêncio.

António José Seguro visitou depois a igreja e os claustros do mosteiro e assinou o livro de honra.

O curto percurso entre o mosteiro e o Palácio foi feito a ritmo lento, com uma escolta de cavalaria da GNR de mais de 100 cavalos. António José Seguro seguiu dentro da viatura oficial, com as janelas abertas, e foi acenando aos cidadãos que assistiam ao momento atrás das baias de segurança.

À chegada junto ao Palácio de Belém, foi tocado novamente o hino nacional e António José Seguro recebeu honras de Estado pelo Esquadrão Presidencial.

No final, foi cumprimentar algumas das pessoas que estavam na rua em frente ao palácio a assistir.

A Banda das Três Ordens que o Presidente recebeu hoje reúne numa só insígnia as Grã-Cruzes das Antigas Ordens Militares de Cristo, de Avis e de Sant´Iago da Espada, e só é concedida ao Presidente da República e apenas usada por ele nessa qualidade.

António José Seguro assumiu a Banda, uma condecoração privativa, ao dar entrada no Palácio de Belém, tornando-se o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas.

As insígnias da Banda das Três Ordens são constituídas pela banda, placa, distintivo, miniatura e roseta, sendo que a banda é de seda com as cores das Ordens de Cristo, Avis e Sant´Iago da Espada, com as cores vermelho, verde e violeta.

Terá origem, segundo a página oficial na internet das Ordens Honoríficas, no facto de o papa Júlio III ter concedido à coroa portuguesa, em 1551, o Grão-Mestre das três Ordens Monástico-Militares. Em 1789 foi criada a Banda das Três Ordens por D. Maria e depois extinta em 1910 e restabelecida em 1918.

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