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Saúde

António Guterres reforça apelo à solidariedade para acelerar vacinação em África

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a apelar à solidariedade dos países desenvolvidos para acelerar a vacinação no continente africano, numa mensagem a propósito do Dia de África, que hoje se assinala.

“Neste Dia de África, renovo o meu apelo aos países desenvolvidos para que sejam solidários com África”, disse António Guterres.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realçou “o profundo desequilíbrio na distribuição” de vacinas contra a covid-19, assinalando que os países africanos receberam apenas 2% do total das doses distribuídas a nível mundial.

“Para travar a pandemia, apoiar a recuperação económica e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), precisamos de assegurar o acesso equitativo e universal às vacinas covid-19”, sublinhou.

Para António Guterres, a pandemia expôs “desigualdades profundas” e colocou “em risco os ganhos de desenvolvimento conquistados com muito esforço” num continente que regista mais de 3,4 milhões de casos confirmados de covid-19 e mais de 125 mil mortes desde o início da pandemia.

“Também exacerbou fatores de conflito e revelou a fragilidade da governação em muitos países, incluindo na prestação de serviços básicos como os cuidados de saúde, educação, eletricidade, água e saneamento”, disse.

O dia 25 de maio marca a fundação da Organização de Unidade Africana (OUA), em 1963, e foi proclamado como o Dia de África.

Este ano, a data tem como lema as “Artes, a Cultura e o Património como Alavancas para Construir a África que Queremos”.

“O rico e diversificado património cultural e natural da África é importante para o desenvolvimento sustentável, a redução da pobreza e a manutenção e construção da paz”, disse Guterres.

Para o responsável máximo da ONU, este património “pode servir como uma base sólida para o progresso económico de forma inclusiva”.

Em maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da atual União Africana.

A OUA preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objetivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

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