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Política

António Costa segue campanha de comboio, ainda na ‘mira’ dos partidos

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O secretário-geral do PS começou o dia com uma viagem de comboio entre Lisboa e Cascais e continua na ‘mira’ dos partidos, da esquerda à direita, com Rui Rio a dizer que o Governo “procura influenciar o voto”.

Para celebrar o Dia Europeu sem Carros, António Costa viajou hoje de comboio de Lisboa até Cascais, num trajeto que contou com Fernando Medina à partida, no Cais do Sodré, e Pedro Nuno Santos na carruagem. Na viagem, o secretário-geral recusou-se a fazer “leituras do futuro” sobre o encontro entre os dois dirigentes socialistas.

“Pode ser visto como uma leitura do presente: o PS está todo junto a trabalhar para aquilo que importa, que é a resolução da vida dos portugueses, e para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento do nosso país”, adiantou aos jornalistas durante o trajeto.

Costa aproveitou a ocasião para salientar que pretende que se desenvolva, em Portugal, um “novo ‘cluster’ ferroviário” e “uma nova indústria nacional da ferrovia” que permita ao país ter uma “economia mais desenvolvida” que produza comboios.

Horas mais tarde soube-se que o primeiro-ministro está a preparar-se para anunciar na quinta-feira o levantamento de um conjunto de restrições que vigoraram por causa da covid-19, com efeitos a partir de 01 de outubro para evitar “confusão” com as eleições autárquicas de domingo.

Em reação a esta notícia, o presidente do PSD, Rui Rio, defendeu que o Governo “se esforçou” por, em cima das autárquicas, dar uma notícia positiva aos portugueses sobre a pandemia, considerando que deveria tê-lo feito há mais tempo ou então só depois das autárquicas.

“Obviamente que o Governo se esforçou por, em cima das eleições, dar uma notícia positiva aos portugueses, dizendo que acabou a pandemia, e com isto influenciar ou procurar influenciar o voto das pessoas”, criticou Rui Rio, que falava aos jornalistas à margem de uma ação de campanha para a Câmara de Vila Franca de Xira, na Póvoa de Santa Iria.

No mesmo momento, Rio pediu hoje aos portugueses que sejam consequentes com as críticas que fazem aos políticos que “prometem, prometem e não cumprem”, reiterando as acusações de contradição a António Costa no dossier da Galp.

Horas antes, o líder social-democrata tinha estado com o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, num almoço de campanha em Lisboa, no Parque Mayer, no qual Rio disse ter “um feeling” na vitória de Carlos Moedas no próximo domingo, acusando as empresas de sondagens ou de serem “compradas” ou de fazerem de “qualquer maneira”, classificando-as como “uma vigarice”.

Já Rodrigues dos Santos defendeu que a opção para a Câmara de Lisboa é entre “socialismo ou liberdade”, entre “mais do mesmo com os mesmos ou a mudança” protagonizada por Carlos Moedas, o candidato “mais preparado”.

Também de transportes, mas desta feita de metro, Catarina Martins, em campanha por Almada, distrito de Setúbal, criticou o “péssimo anúncio” para as famílias e a “má opção” do Governo sobre a eletricidade, considerando que se vai “roubar nos transportes”, ou seja no Fundo Ambiental, para manter “lucros estratosféricos das elétricas”.

A coordenadora do Bloco de esquerda referia-se à conferência de imprensa dada na terça-feira pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que garantiu que não haverá aumento de preço da eletricidade para os consumidores domésticos do mercado regulado em 2022 e haverá uma redução de pelo menos 30% na tarifa de acesso às redes para os industriais.

Catarina Martins considerou ainda que o artigo que António Costa assina hoje no jornal Público – no qual explica que “a pretendida ‘lição’ à Galp não é mais do que a utilização do Fundo de Transição Justa e a aplicação da legislação para proteção dos trabalhadores e do futuro do território de Matosinhos – nada explica e que o problema do primeiro-ministro é ter deixado que “acontecessem os despedimentos”, insistindo que o Estado é acionista.

Também sobre a Galp, o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, em campanha pela Amadora, defendeu que o primeiro-ministro e secretário-geral do PS deve pedir desculpa aos empresários na sequência das declarações sobre a refinaria de Matosinhos e acusou António Costa de “contraditório” e “cacofonia”.

Em Algés, Jerónimo de Sousa advertiu que os apoios excecionais para mitigar os efeitos sociais e económicos da pandemia “têm de continuar”, frisando que a situação socioeconómica do país foi agravada pela pandemia.

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, em campanha também pela capital, disse que Governo e autarquias “têm de fazer mais” no acolhimento de refugiados e defendeu que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) seja uma “bazuca humanitária”.

André Ventura, presidente do Chega, termina o dia de hoje com um jantar/comício em Moura, no Alentejo; já o líder ‘liberal’, João Cotrim Figueiredo, finaliza a agenda com um jantar em Oeiras.

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