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António Azenha mostra “Yellow Bricks”

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A Câmara Municipal de Coimbra apresenta a exposição de artes plásticas, intitulada “Yellow Bricks”, de António Azenha, na Casa Municipal da Cultura (Rua Pedro Monteiro). A mostra será inaugurada no dia 16 de dezembro (sexta-feira), às 19:00, na Galeria Pinho Dinis.

As peças, grande parte de dimensão considerável, são construídas com recurso a brinquedos, ferro, poliuretano, acrílico e outros materiais, que Azenha transforma em figuras gigantescas como um galo, cavalos de baloiço, peões gigantes, o pato Donald ou um urso recheado de peluches. O visitante deparar-se-á, também, com instalações e alguns quadros que seguem uma linha orientadora comum.

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Neste projeto expositivo, o conceito base é o da reutilização e redesenho de brinquedos, que já tenham tido o seu tempo de vida, cuja função foi a de expandir a imaginação de crianças. As obras resultantes deste processo contêm como premissa imagens icónicas/memórias, algumas de caráter pessoal, outras mais coletivas. Deste modo, a praxis adquire um objetivo concreto: prolongar a longevidade da forma-função do brinquedo e da ação brincar – a de fazer sonhar adultos e crianças – função que partilham com a Arte.

Na perspetiva de António Azenha, esta exposição é assumidamente vinculada ao work in progress. Desta forma “Yellow Bricks” é uma festividade de peças experimentais-arqueológicas resultantes de vários eventos artísticos, compreendidos cronologicamente entre 2010 e 2016.

A génese de todo o processo teve início com a exposição “Actores urbanos” (exposição itinerante, em vários concelhos da região centro, que decorreu em 2010-2011). Seguiu-se a exposição “Re Re Repplay”, no Espaço de Artes Multimédia e Performance” da Alliance Française de Coimbra (2012) em que, adianta António Azenha, surgiu a ideia da continuidade do projeto, abarcando outras áreas artísticas, como a performance.

Nesta exposição Azenha destaca, assim, a performance “Head with 360 ͦstories”, uma ação que, na perspetiva do performer, assume o papel de um chapéu virtual que albergará toda a exposição, protegendo o interior do exterior, ponto frugal, meta de chegada ou partida, na qual os presentes irão partilhar com o performer o percurso na estrada amarela, feita de tijolos, que conduzirá à procura do despertar de sensações individuais adormecidas, de outros tempos, bem como o florescer de outras tantas novas. “Head with 360 ͦstories” será a meta, cabendo ao fruidor decidir se é de partida ou chegada.

António Azenha nasceu em Angola (Sá Bandeira), em 1964. Possui o Bacharelato em Tecnologias Artísticas e é Licenciado em Pintura, pela Escola Universitária de Artes de Coimbra (EUAC) e Mestre em Comunicação Estética, pela mesma instituição, de que é, de resto, presidente da direção da Associação dos Antigos Alunos ARCA/EUAC. Atualmente é docente na Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra.

A exposição estará patente até ao dia 21 de janeiro, na Casa Municipal da Cultura (Rua Pedro Monteiro, 3000-329 Coimbra), telef. 239 702 630, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 19h30 e, ao sábado, das 11h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00; encerra domingos e feriados.

 

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