Justiça

Antes do massacre, sacou da pistola em pleno restaurante

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 9 minutos atrás em 02-02-2026

Imagem: Facebook

Dias antes de ter abatido a tiro três pessoas numa barbearia da Penha de França, em Lisboa, Fernando Silva protagonizou um episódio violento num restaurante no centro da capital. O homem, de 33 anos, acabou esta semana condenado à pena máxima de 25 anos de prisão pelos homicídios.

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Segundo revelou ao Correio da Manhã o advogado do arguido, Luís Candeias, só a intervenção dos pais e da companheira impediu que, nesse dia, tivesse ocorrido um massacre. “Foram os pais e a mulher a conduzi-lo ao exterior, após ele provocar esta situação no centro de Lisboa”, afirmou o jurista.

Luís Candeias diz discordar da decisão do coletivo de juízes do Campus de Justiça, defendendo que o tribunal não valorizou devidamente o historial clínico do seu cliente. “Há muitos exemplos de doença mental que ele já revelou”, sublinhou, recordando que Fernando Silva foi seguido por 14 médicos psiquiatras diferentes antes de cometer os crimes.

Diagnosticado com esquizofrenia, o arguido terá ainda tentado suicídio ao atirar-se de um terceiro andar, alegando que “sabia voar”. De acordo com o advogado, Fernando Silva “tem de andar sempre medicado”, sendo que o consumo de álcool e drogas terá agravado o seu estado mental.

Convicto de que existe um quadro claro de doença mental, Luís Candeias anunciou que vai recorrer da sentença. “Vamos pedir a inimputabilidade, através da realização de mais perícias. Caso não seja reconhecida, pediremos pelo menos uma redução da pena”, concluiu.